As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho

Enviada em 18/09/2022

Promulgada em 1988, a Constituição Federal garante proteção e qualidade de vida aos cidadãos. Entretanto, esse viés constitucional não é efetivado de modo correto, sobretudo no que tange à problemática das dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho brasileiro. Nesse sentido, os alicerces desse imbróglio são: a negligência governamental e a falta maturidade emocional.

Em primeiro plano, a indiligência estatal é a principal causadora do revés. Acerca disso, Thomas Hobbes, em sua obra “Leviatã”, defende a obrigação do Estado em proporcionar meios que auxiliem o progresso no corpo social. Contudo, há a recorrência de obstáculos que atrapalham a ingressão da juventude no âmbito laboral. Nessa perspectiva, a máquina pública, mesmo sendo responsável por promover políticas governamentais, não cumpre o seu papel quando deixa de propiciar direitos básicos como a capacitação profissional gratuita nas escolas e universidades, com cursos de informática, administração, dentre outros. Assim, infelizmente, a lesiva inércia estatal fortalece o aumento do problema.

Ademais, os entraves acerca das competências emocionais sintetizam uma adversidade a ser sanada. Em adição, segundo a integrante da consultoria de seleção e de desenvolvimento de carreira de São Paulo, Milie Haji, a ausência de maturidade psicológica durante algum processo seletivo influencia, negativamente, no momento da contratação de um membro da geração em ascensão no Brasil. Destarte, cabe ressaltar a possibilidade de ocorrer consequências como a prolongação do tempo até conseguir um emprego, em virtude de doenças como a depressão e a ansiedade, o que é prejudicial à inserção no sistema empregatício.

Portanto, são necessárias ações a fim de atenuar o impasse. Para tal, o Governo Federal, responsável pela administração federalista, por meio do investimento de verbas da União, deve criar projetos de capacitação profissional e emocional em todas as escolas e universidades públicas nacionais, que deem suporte técnico e psicológico aos participantes, também encaminhem esses indivíduos ao primeiro emprego. Tais projetos terão a finalidade de mitigar o infortúnio em discussão. Desse modo, serão reservados os direitos constitucionais de maneira equânime e prudente, assim como amenizar-se-ão os imbróglios pontuados.