As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho
Enviada em 27/09/2022
Durante a Primeira Revolução Industrial, que ocorreu no século XVIII na Inglaterra, as massas populares sofreram com um forte desemprego devido à falta de preparo da mão de obra disponível para lidar com as tecnologias da época. Atualmente, no Brasil, os jovens enfrentam uma situação semelhante, pois, no contexto da globalização e da Revolução Técnica-Científica-Informacional, não conseguem obter vagas no mercado de trabalho, seja graças à ineficiência estatal na regularização do mercado, seja por causa da demanda por preparações condizentes com o atual cenário econômico.
A priori, deve-se destacar a ausência do Estado brasileiro em resolver um problema do mercado nacional: o modelo neoliberal adotado desde o início dos anos 90. Essa prática político-econômica que descaracteriza o papel regularizador estatal vem buscando, como solução ao problema do desemprego, a flexibilização do trabalho (como o caso dos motoristas de aplicativo, que não usufruem de direitos trabalhistas), em vez de gerar novos empregos com o estímulo à industria e à tecnologia, deixando, assim, os mais jovens fora de oportunidades econômicas.
Outrossim, é imprescindível que os jovens também sejam preparados para os empregos que os aguardam. Em contrapartida, com a pandemia do novo coronavírus, que durou de 2020 a 2022, a área da educação foi uma das mais afetadas, passando por forte evasão escolar e incapacidade de prosseguimento das aulas. Com isso, esse setor se tornou incapaz de condicionar os estudantes para o mercado de trabalho (em especial, os menos favorecidos economicamente), agravando a problemática.
Dessa forma, urge que o Ministério da Economia adote medidas práticas de regularização, por meio de investimentos à industrialização e ao setor de tecnologia (como incentivos fiscais e financiamentos às empresas), a fim de garantir a geração de emprego sem comprometer os direitos trabalhistas vigentes. Além disso, o Ministério da Educação deve buscar reverter os efeitos da defasagem educacional advinda da pandemia, através do Programa “EducaJovem”, com aulas virtuais e presenciais comprometidas na preparação pro mercado de trabalho. Espera-se, assim, integrar o jovem à geração de emprego cada vez mais.