As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho
Enviada em 12/10/2022
A Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 6°, o direito ao trabalho como inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase quando se observa aos jovens a ingressarem no mercado de trabalho, dificultando, desse modo, a universalização desse direito social tão importante. Nesse cenário, a falta de profissionalização e a escassez de formação escolar se mostram problemas a serem resolvidos.
Em primeiro plano, evidencia-se, por parte do Estado, a ausência de políticas públicas suficientemente efetivas para a profissionalização da população brasileira. Segundo o filósofo grego Aristóteles, a política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilibrio seja alcançado na sociedade, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Nesse sentido, por causa da baixa operação das autoridades, a maior parte da população não possui um curso profissionalizante, provocando uma taxa de mais de 20% na população que não possui um emprego, havendo um desequilibrio entre quem não trabalha e quem trabalha. Logo, medidas devem ser tomadas a fim de que o Brasil encontre um equilíbrio.
Em detrimento dessa questão, a escassez da formação escolar entre os jovens pode ser pontuada como promotora do problema. Inegavelmente, as empresas possuem requisitos para a entrada de pessoas a trabalho, uma delas é a formação acadêmica, um tópico que a maior parte dos jovens não possue interesse. Em exemplo disso, a “Atitude Blasé”, proposta no livro “The Metropolis Mental Life”, do sociólogo alemão Georg Simmel, é representada justamente pela indiferença em situações que deveriam ser notadas pelo indivíduo. É notório que tal desatentação se mostra símil ao desinteresse dos jovens com as escolas.
Depreende-se, portanto, a necessidade de combater a situação precária gerada pelo desemprego entre os jovens. Destarte, cabe ao Ministério da Educação, órgão da administração federal direita, proporcionar projetos profissionalizantes e provas de finalização do ensino médio de forma mais rápida e antecipada, com intuito de formar profissionais e alunos por meio de cursos. Dessa forma, observar-se-á uma sociedade que foge da “Atitude Blasé” e cumpre os direitos cedidos pela CF.