As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho
Enviada em 17/10/2022
A Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do País, prevê em seu artigo 6°, o direito ao trabalho como inerente a todo cidadão brasileiro. Entretanto, tal garantia não se tem reverberado com ênfase na prática no que se refere às dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho. Desse modo, dois aspectos fundamentais se destacam: a negligência governamental e a debilidade educacional.
Em primeira instância, vale ressaltar a ingerência estatal como fator motivante da problemática. De acordo com o filósofo grego Aristóteles, a política deve ser articulada pelos homens com o intuito de alcançar o equilíbrio social. Todavia, isso não ocorre tendo em vista que muitos jovens não adentram ao mercado de trabalho, situação motivada por instabilidades políticas e econômicas. Logo, em momentos assim, as empresas passam por dificuldades e acabam por fazerem demissões em massa que prejudicam, principalmente, a juventudade e, dessa forma, faz-se imprescindível ações a fim da não perpetuação desse infeliz quadro.
Ademais, é fulcral apontar o descaso educacional como uma das causas da advservidade. Consoante ao IBGE, quase 20 em cada 100 pessoas entre 18 e 24 anos estavam desempregados no segundo trimestre de 2022. Sob esse viés, algo que contribue para esses dados é o desalinhamento entre a formação escolar e as necessidades do mercado de trabalho, pois apenas as escolas técnicas ensinam realmente uma profissão aos indivíduos. Em síntese, o ensino básico por si só não emprega, o que torna necessário o ser humano buscar outras qualificações e, à vista disso, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.
Portanto, todos esses elementos evidenciam, enfim, que medidas são necessárias para a resolução do impasse. Assim, com a finalidade de proporcionar melhores condições de empregabilidade aos adolescentes, cabe ao Poder Executivo Federal, mais especificamente ao Ministério da Educação, adaptar o currículo às necessidades de formação social e emocional dos cidadãos para lidar com o mercado de trabalho. Tal ação deverá ocorrer por meio da efetivação do “Novo Ensino Médio”, atendendo à exigência estrutural da sociedade e dos jovens. Assim, buscar-se-á o equilíbrio social exposto por Aristóteles.