As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho
Enviada em 14/10/2022
Segundo o texto constitucional de 1988, é garantido aos cidadãos o direito igualitário ao trabalho. Entretanto, desde o começo da história do Brasil esse cenário não se faz presente, e há uma evidente dificuldade dos jovens em ingressarem no mercado de trabalho, devido, primariamente, à falta de acesso à educação, assim como à falta de experiência. Nesse contexto é vista à Negligência do Estado perante o problema, aliada à presente desigualdade social no país, como principais causadores desse problema.
Sob esse viés, é valido citar a série “A inundação do Milênio”, na qual a cientista protagonista “Tremer” é ignorada pelo governador polonês após apresentar uma solução para uma enchente que está prestes a acontecer no país, pois mesmo que fosse eficiente, era cara para os cofres do Estado. Nessa conjuntura, o que vem acontecendo no Brasil é uma situação análoga, ao passo que há um aumento na arrecadação de impostos desde o começo do ano, como visto pelo site “BBC Brasil”, há ,de forma contraintuitiva, a presença de corte de gastos na educação. Ficando, com isso, evidente, a negligência estatal perante o texto constitucional isonômico.
Por conseguinte, devido a tal negligência, é visto um contraste que divide a sociedade. Nesse sentido, é visto por um lado que as escolas e universidades em capitais, onde há um fluxo econômico maior, podem tentar manter seus padrões, enquanto que as regiões periféricas muitas vezes não conseguem se sustentar, e como visto pelo site G1.com, configura uma maior ociosidade dos jovens, que devido à falta de acesso à educação, e não preparados para o mercado de trabalho, tendem a ir para as ruas para tentar ganhar dinheiro vendendo balas e doces no semáforo, ou mesmo se inserirem no crime.
Destarte, visando diminuir os impasses para o ingresso dos jovens no mercado de trabalho, torna-se imperativa a criação de soluções que diminuam a desigualdade social, permitindo um maior acesso à educação. Para tal feito, cabe ao Governo Federal, disponibilizar uma verba mínima viável para as escolas periféricas, permitindo a sua manutenção e crescimento, assim como a fiscalização de sua administração, para um melhor proveito do capital.