As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho
Enviada em 14/10/2022
Há vinte anos neste país, era possível afirmar que estudar era sinônimo de ser bem sucedido de ser bem sucedido e um jovem recém-formado encontraria emprego com facilidade e seria remunerado dignamente. No entrando, na atual conjunta brasileira, a dificuldade que aqueles entre quatorze e vinte e nove anos (até mesmo os com formação) tem enfrentado para adentrar ao mercado de trabalho é um desafio a ser enfrentado de forma mais organizada pelo Estado. Nesse sentido, convém analisarmos as principais causas e possível medida relacionada a esse perigoso fenômeno.
Diante desse contexto, a falta de empregos gerada pela atual recessão econômica brasileira representa um dos principais motivadores da escassez de oportunidades ao grupo juvenil. Segundo o Portal de Notícias G1, a crise econômica aumentou o desemprego, que já era algo, e fez chegar em torno de 9% em 2022. Essa triste realidade afesta desde aqueles sem formação acadêmica ou técnica até aqueles com qualificação especializada, o que gera insegurança financeira e receio sobre o futuro. Todavia, é contraditório que em um país, que tem estado entre as maiores econômicas do mundo, tenha número tão grande de indivíduos com pouca ou nenhuma chance de desenvolver seus talentoso e contribuir para a sociedade.
Além disso, outra dificuldade que esse grupo enfrenta é a que as vagas, quando encontradas, exigem níveis de experiência contrastantes com a realidade de quem está no início da carreira profissional. De acordo com Eduardo Moreira, eleito um dos melhores economistas do país pela Revista Investidor Institucional neste atual cenário de instabilidade econômica, é compreensível que os contratantes prefiram pessoas experientes ao invés de inexperientes porque quanto menos segurança há no cenário político e socioeconômico, menos tendência o mercado tem de arriscar. Entrento, é inaceitável e incoerente que tantas pessoas sejam privadas de ganharem experiência por não terem experiência.
Desse modo, o Ministério da Economia deve facilitar a inclusão da juventude ao mercado de trabalho por meio de incremento de investimentos em programas como o Jovem Aprendiz, além de fiscalizar e ampliar a nível nacional. Espera-se, com isso, atenuar as consequências da falta de oferta de trabalho para jovens.