As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho
Enviada em 18/10/2022
A Constituição Federal de 1988 garante a todos os cidadãos o direito ao trabalho, fator primordial para promoção de uma vida digna e recompensante. No entanto, uma grande parcela de jovens encontram dificuldades para o ingresso ao mercado de trabalho, sendo questões como o desenvolvimento tecnológico e a defasada desigualdade social que promovem maior empecilho para a maior abrangência de jovens com vínculos trabalhistas.
Em primeiro lugar, no livro " 21 lições para o século 21", escrito pelo autor Yuval Harari, retrata como o avanço da tecnologia promoverá grandes impactos no setor trabalhista,no qual as máquinas cada vez mais substituirão a mão de obra humana. Por conseguinte, o alto índice de jovens em busca de trabalho aliado ao baixo nível de demanda do setor comercial fugenta o desemprego exarcebado em tal faixa etária. Com isso, a inexperiência da juventude atrelada a baixa qualificação profissional tem-se tornado vigente um alto grau de indivíduos mórbidos em atividades laborais.
Ademais, o elevado nível da desigualdade social no país contribui para o menor acesso de classes jovens ao emprego formal. Com esse viés, segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), em 2017, 57% dos jovens entre 18 e 24 anos estão desempregados há mais de um ano. Portanto, fica evidente uma grande quantidade de indivíduos aptos para o mercado de trabalho, mas estão ineficientes para propagação de práticas trabalhistas.
Sendo assim, o Ministério do Trabalho deve promover mudanças para inserção dos jovens no mercado de trabalho, como a ampliação do Programa Jovem Aprendiz, por meio de colaboração e práticas legais perante a lei com empresas afiliadas, a fim de garantir a melhor extração produtiva da juventude para o avanço do setor de comércios e do país em sua economia.