As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho

Enviada em 08/11/2022

Lutas e limitações marcam a história do Brasil. Da colonização à miscigenação, da exploração aos costumes impostos, o país registra percalços de um povo que se construiu em uma base histórica distorcida. Hoje, a antiga terra Tupiniquim avança rumo ao progresso. Todavia, é preciso superar mazelas, como a dificuldade dos jovens de ingressar no mercado de trabalho, fomentada pelo descaso governamental e pelas desiguldades sociais.

Efetivamente, é nítido que a dificuldade dos jovens de ingressar no mercado de trabalho dificulta a realização pessoal desses. Nesse sentido, conforme o que fora deliberado pela Constituição Federal de 1988 - norma de maior hierarquia do sistema jurídico brasileiro - é dever do Estado assegurar, entre outros direitos, o direito ao trabalho. Sob essa ótica, entende-se que a omissão governamental impede a plena efetivação constitucional. Isso ocorre de modo que, o governo trata com descaso essa problemática e não investe em programas que irão facilitar a entrada dos jovens no mercado de trabalho. Consequentemente, esses indivíduos des-favorecidos buscam serviços informais com fácil contratação, que em sua maioria são desgastantes e dificilmente fazem parte da realização pessoal.

Ademais, nota-se que as dificuldades que os jovens encontram ao tentar ingressar no primeiro emprego perpetuam a estratificação social. Nessa perspectiva, o jornalista Gilberto Dimenstein se refere, em sua obra “Cidadão de papel”, a um cidadão com direitos adquiridos, mas não usufruidos e isso ocorre, na grande maioria das vezes, em decorrência do abismo social. Ou seja, percebe-se que as desigualdades sociais impedem a resolução da problemática citada. Isso porque os indivíduos desfavorecidos socialmente encontram obstáculos para se profissionalizar. Essa circunstância impossibilita para que tenham alguns requisitos solicitados por grandes empresas e influência para que busquem novamente os subempregos, os quais dificilmente impulsionam a ascensão social.

Portanto, cabe ao Estado, em caráter do Ministério do Trabalho e Previdência, criar cursos técnicos profissionalizantes. Essa ação deverá ocorrer nas escolas públicas de ensino médio, no contraturno das aulas. Além disso, é ideal que sejam contratados docentes para atuar em cada área profissionalizante. Isso, então, tem a finalidade de superar as dificuldades em ingressar jovens no mercado do trabalho.