As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho
Enviada em 01/11/2022
De acordo com Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH), promulgada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1948, todos os indivíduos têm o direito à educação, emprego e ao bem-estar social. Entretanto, o cenário visto em relação as dificuldades dos jovens ao ingressarem no mercado de trabalho ainda impedem que eles desfrutem de seus direitos na prática, devido não só à falta de qualificação profissional, mas também a ineficiência do Estado.
Em primeiro plano, evidencia-se que à falta de qualificação profissional é fator determinante para permanência da problemática, haja vista os precários índices de qualificação da população. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), somente 21,8% dos cidadãos possuem algum tipo de qualificação técnicas ou superior. Diante de tal contexto, é inadmissível que um dos motivos da tamanha dificuldade de se ingressar no mercado de trabalho é a falta de oportunidade profissional em pleno século XXI.
Além disso, a ineficiência do Estado também é agravante do problema, tendo em vista que baixíssima oferta de cursos profissionalizantes, aliados com a falta de experiência acaba por acarretar um aumento no desemprego e consequentemente no trabalho informal. Nos últimos anos o Brasil tem caminhado para um país da precarização e do subemprego, conforme a Pesquisa Nacional por Amostra e Domicílios (Pnad), 38,4 milhões de pessoas se encontram na informalidade e supera o número de empregados com carteira assinada. Nesse sentido, é notório perceber que medidas são necessárias para resolução desse quadro.
Fica evidente, portanto, que ainda há empecilhos que impedem a construção de um mundo melhor. Desse modo, urge que o governo, em parceria com o Ministério da Educação e Ministério do Trabalho, financie e desenvolva cursos de qualificação profissional nas escolas, por meio de especialistas no assunto, com objetivo de qualificar os jovens e consequentemente reduzir as dificuldades de sua inserção no mercado de trabalho. Além disso, cabe ao Estado, proporcionar incentivos fiscais as empresas que contratarem jovem aprendiz ou que ofereçam cursos de qualificação profissional aos seus funcionários. Dessa forma, o Brasil poderá superar a problemática e garantir não só no papel, mas também na prática a DUDH