As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho
Enviada em 27/10/2022
No filme “À procura da felicidade”, a personagem principal enfrenta diversos empecilhos até conseguir uma vaga de emprego. Não muito diferente do filme, os jovens brasileiros têm vivenciado a mesma dificuldade na inserção no mercado de trabalho. Sendo assim, é importante avaliar alguns dos pontos que estão gerando tal problema, que é a competitividade no globalismo e a exigência curricular exacerbada dos empregadores, que pagam pouco.
Primeiramente, deve-se entender a realidade dos jovens no mundo globalizado, pois o concorrente não é somente local, o que acarreta na dificuldade do principiante ser empregado. Com a internet, é possível realizar o trabalho à distância, o que faz com que os contratantes optem por profissionais, melhor qualificados, mesmo que morem longe da região, do que arriscarem a perda do lucro, com os iniciantes. De acordo como o IPEA, aproximadamente 1/6 dos jovens, entre 15 a 24 anos, estão desempregados, e para ajudá-los, é coerente encontrar soluções contra as adversidades do cenário trabalhista mundial e atual.
No mesmo assunto, tais jovens, sabendo da alta concorrência, se preparam muito, e conseguem conquistar a chance de competir, se deparam com salários baixíssimos, que não correspondem com as expectativas de ganhos, que não são proporcionais aos anos e aos valores investidos na preparação e educação, então, os mesmos recusam as vagas. Um bom exemplo, é o graduado em engenharia, que demora anos para achar um cargo na sua área que cumpra seu desejo salarial, ou até mesmo desiste e troca de área de atuação. Logo, deve-se esquecer as ideias de Thomas More, que na sua obra “Utopia”, descreve uma sociedade perfeita, livre de conflitos, pois tais jovens continuarão perdendo oportunidades se continuarem almejando pela satisfação dos seus interesses.
Então, para resolver tais empecilhos no início da carreira dos jovens, é adequado algumas ações do governo federal. Uma sugestão, é estabelecer cotas as empresas contratarem recém formados, que residam numa área próxima aos contratantes. Logo, é possível evitar a disputa por vagas, a necessidade de exigências exageradas de aptidão aos cargos e expectativas dos cadidatos. Assim, haverão mais finais felizes, como no filme, de candidatos satisfeitos e empregados.