As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho
Enviada em 09/11/2022
O filósofo brasileiro Raimundo Teixeira Mendes, em 1889, adaptou o lema
positivista “Ordem e Progresso” não só para a Bandeira Nacional, mas também
para a nação que, no contexto hodierno, enfrenta significativos estorvos para o
seu desenvolvimento. Lamentavelmente, entre eles, as dificuldades dos jovens ao ingressarem para o mercado de trabalho representa uma antítese à máxima do símbolo pátrio, uma vez que tal postura resulta na desordem e no retrocesso do desenvolvimento social. Esse lastimável panorama é calcado na inoperância estatal e tem como consequência o desajuste dos direitos trabalhistas .
De início, há de se constatar a débil ação do Poder Público enquanto
mantenedora da problemática. Acerca disso, o filósofo inglês Thomas Hobbes, em
seu livro “Leviatã”, defende a incumbência do Estado em proporcionar meios que
auxiliem o progresso da coletividade. As autoridades, contudo, vão de encontro
com a ideia de Hobbes, uma vez que possuem um papel inerte em relação a precarização da jornada de trabalho. Esse cenário decorre do fato de que, assim como pontuou o economista norte-americano Murray Rothbard, uma parcela dos representantes governamentais, ao se orientar por um viés individualista e visar a um retorno imediato de capital político, negligencia a conservação de direitos sociais indispensáveis, como uma boa qualidade de vagas para jovens e facilitar o processo de se instalarem nas indústrias. Logo, é notório que a omissão do Estado perpetua o problema no Brasil.
Por conseguinte, engendra-se o escapolimento dos direitos trabalhistas, existentes na constituição. Posto isso, de acordo com o site “o tempo” pesquisas revelam que 41,1% da sociedade se mantém desempregada. Diante de tal exposto, é visivel a dificuldade de iniciar uma carreira no Brasil. Logo, é inadmissível que esse cenário
continue a perdurar.