As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho

Enviada em 01/11/2022

Na animação ‘‘Boku no hero’’, é retratada uma competição entre aspirantes a super-heróis que é transmitida em rede nacional no Japão, com o intuito de exibir as habilidades dos jovens estudantes e incentivar o ingresso de novos heróis no mercado de trabalho, uma vez que as grandes corporações optam por contratar heróis mais experiêntes para otimizar os lucros. Fora da ficção, é fato que a realidade apresentada na animação pode ser relacionada ao mercado de trabalho no século XXI: barreiras como a baixa qualificação técnica por parte dos novos ingressantes e a competição com profissionais mais experiêntes dificultam o ingresso dos jovens no mercado de trabalho.

Em primeiro lugar, é importante destacar que a maioria das vagas ofertadas no mercado de trabalho exigem do candidato um conhecimento técnico pré-adquirido. Devido a essa preferência dos contratadores, os jovens não encontram lugar no mercado de trabalho, o que torna necessário que essa parcela da mão de obra busque cursos profissionalizantes, a fim de não permanecer no desemprego, pois segundo Bill Gates, a capacidade de resolver problemas é o que indica o valor de um trabalhador ao mercado, e um curso profissionalizante potencializa a capacidade de resolvê-los.

Por conseguinte, a competição voraz entre os jovens que querem ingressar no mercado de trabalho e os antigos profissionais que já possuem experiência em suas respectivas áreas muitas vezes acarreta na exclusão dos novos ingressantes, uma vez que os contratadores não têm interesse em treinar novos funcionários.

Essa realidade segue o princípio da exclusão competitiva proposto por Darwin, que sugere que, quando duas espécies competem pelo mesmo recurso e uma espécie é muito mais eficiente que a outra em obtê-lo, a espécie perdedora é excluída sistematicamente e pode entrar em extinção.

Portanto, é mister que o estado tome providências para amenizar o quadro atual. Urge que o Ministério da Educação (MEC) crie, por meio de verbas governa-mentais, cursos profissionalizantes focados para a população jovem, a fim de ele-var o nível técnico dos novos trabalhadores e possibilitar uma competição saudável no mercado de trabalho, evitando a realidade representada em ‘‘Boku no hero’’.