As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho

Enviada em 04/11/2022

Segundo o art. 6 da Constituição federal de 1988 - documento jurídico de maior valor - é assegurado o direito à saúde, segurança e trabalho a todo cidadão brasileiro. Todavia, tal ensejo constitucional não se faz presente no que tange as dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho. Tal problemática, configura-se como um sintoma da ineficiência educacional e a desigualdade social.

Segundo Aristóteles, filósofo grego, a política tem como função preservar e integrar os indivíduos da sociedade. Sob esse aspecto, o Estado deve prover capacidade plena de integração social, e em primeiro plano, através do acesso educacional de qualidade, garantindo que os jovens estejam aptos e qualificados o quanto antes ao mercado de trabalho, contudo, segundo dados da Gazeta Do Povo, de 2018, a cada 100 pessoas de 15 a 24 anos, 16 estão desempregadas, o que denota uma mazela das instituições de ensino resultado dos baixos incentivos governamentais.

Além disso, é imperioso apontarmos a ineficácia educacional como fomentadora da desigualdade social. Segundo dados do IBGE, de 2019, o Brasil hoje, tem mais de 11 milhões de analfabetos. Nesse aspecto, de acordo com o educador Paulo Freire, o analfabetismo não está presente por dificuldades de saná-la, mas sim, por fazer parte de um projeto de sociedade onde às classes populares não teriam o mesmo conhecimento da elite, removendo os direitos de opinião e luta popular. Certamente, a partir do posicionamento do educador, o baixo acesso educacional aos jovens denota uma ampla desigualdade intelectual entre as classes, à medida que não é um interesse em comum enfrentá-la pela raiz, isto é, através da educação, que em suma, gera jovens cada vez mais desamparados e impossibilitados de adquirir um trabalho a par de suas competências.

Infere-se, portanto, a necessidade de combater esses obstáculos e garantir aos jovens os direitos assegurados na Carta Magna. Para isso, o Governo Federal, somado ao Ministério da Educação, deve promover incentivos econômicos a fim de promover a ampliação e melhoria das redes de educação pelo país, fomentando que mais pessoas estejam aptas de ingressar de mercado de trabalho, bem como melhore a democratização do ensino, diminuindo as desigualdades sociais.