As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho

Enviada em 10/11/2022

Um levantamento, realizado em 2018 pela empresa de pesquisa em tendências Trendsity, aponta que a exigência de experiência anterior é a maior barreira na hora de arrumar o primeiro emprego para 77% dos jovens brasileiros. Essa mesma pesquisa demostra que 69% dos empregadores sentem falta de confiança nas novas gerações. Neste contexto, ainda é possível adicionar diversas causas a respeito das dificuldades dos jovens em ingressarem no mercado de trabalho.

Primeiramente, vale ressaltar que segundo a OCDE – Organização para Cooperação de Desenvolvimento Econômico – o Brasil apresenta uma das maiores taxas de desemprego do mundo, dentro deste contexto, arrumar um emprego, no país, torna-se difícil para qualquer faixa etária. No entanto, o jovem, por possuir menos experiência, é deixado de lado pelas empresas que optam por contratar pessoas com vivência de empregos anteriores. Somado a isso, a falta de competências emocionais de trabalhadores mais novos está consoante ao apresentado na pesquisa, em que, quase 70% dos contratantes não se sentem seguros em escolher os mais novos.

Ademais, nota-se uma discrepância entre o que o mercado de trabalho tem a oferecer e os jovens tem a entregar no quesito acadêmico. Nesse sentido, é valido atentar ao que diz a Constituição Federal em seu artigo 205, onde estabelece que a educação visa pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para cidadania e sua qualificação para o trabalho, o que não ocorre atualmente, visto que, o jovem sai da escola sem uma educação ou direção para o emprego.

Diante do exposto, e com o intuito de combater as dificuldades encontradas pelos jovens ao adentrarem no mercado de trabalho, é de responsabilidade do Ministério do Trabalho reestruturar e ampliar as vagas destinadas ao Jovem aprendiz, assim como oferecer benefícios para as empresas absorverem esses jovens após do término do programa por pelo menos 1 ano, tempo geralmente exigido de experiência ao se contratar.Adicionalmente, o Ministério da Educação deve promover educação profissionalizante para o Ensino Médio. Desta forma, será possível possibilitar ao jovem o pleno cumprimento de sua cidadania, assim como previsto na Constituição.