As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho

Enviada em 09/11/2022

O conceito de emprego, sofreu uma drástica mudança após a Segunda Guerra Mundial, uma vez que, com a polarização do capitalismo, o trabalho se tornou uma ferramenta de liberdade, -deixando de ser necessário, apenas, para a sobrevivência- já que o dinheiro, proveniente do salário, possui uma participação, essencial, dentro da sociedade capitalista. Sob essa ótica, nota-se a importância do ingresso dos jovens no mercado de trabalho, pois a medida em que isso não ocorre, eles passam a tornar-se cada vez mais emergentes, dentro corpo social.

Em primeira análise, o não reconhecimento do jovem como cidadão pleno, é uma das barreiras que impedem a criação de oportunidades voltadas a esse grupo, dentro do mercado de trabalho. Nesse sentido, a personificação desse impasse, pode ser observada em uma canção da banda Charlie Brow Junior, em que diz que “o jovem no Brasil nunca é levado a sério”, através disso, evidencia-se a sensação de impunidade presente no dia a dia da juventude, visto que não existe possibilidade de modificar uma realidade, dentro de um corpo civil no qual não se é respeitado.

Em segunda análise, embora exista uma lei que assegure o direito de trabalho aos jovens, denominada “Lei do jovem Aprendiz” -à qual determina que empresas de grande e médio porte sejam obrigadas a possuir de 5% a 15% de jovens entre 14 e 24 anos, dentro do quadro de funcionários- as atuais taxas de desemprego entre jovens no Brasil, que chegaram já chegaram a bater 30%, mostra uma ineficiência no cumprimento dessa lei, sendo necessário um reajuste que permita o efetivo ingresso dessa importante categoria social, no mercado formal de trabalho.

Portanto, para que a juventude atual não se sinta a parte do resto do corpo social e possa exercer seu direito pleno (garantido pela constituição), à cidadania, é necessário que o Poder Executivo – importante órgão responsável pela averiguação do cumprimento das leis- em conjunto com a iniciativa privada, promovam iniciativas de fiscalização do cumprimento da Lei do Jovem Aprendiz, por meio de análises -feitas pelos setores de RH- a respeito do número de aprendizes presentes nas empresas. Tendo como resultado, o facilitamento do ingresso do jovem dentro do mercado de trabalho.