As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho
Enviada em 09/11/2022
A Constituição Federal de 1988 assegura a qualquer cidadão brasileiro o direito ao trabalho, entretanto, na atual realidade do país, as dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho encontram-se cada vez mais problemáticas. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos importantes a serem discutidos: a ineficiência da educação para com o mercado de trabalho, bem como, a alta exigência das empresas em meio à informação e à tecnologia.
Em primeira análise, evidencia-se como a deficitária educação brasileira não prepara o jovem para o mercado de trabalho. Conforme o filósofo alemão Immanuel Kant: “o ser humano é aquilo que a educação faz dele”. Dessa forma, a limitação à teoria das matérias e das aulas não aprofundam o conhecimento dos jovens no mercado de trabalho, tornando-os despreparados para práticas laborais, além de desconhecerem a dinâmica e a realidade do trabalho. Portanto, a mudança na forma de educar é de suma importância para que jovens ingressem no mercado de trabalho sem haver dificuldades.
Além disso, é notória a alta exigência das empresas para a contratação em meio a tanta informação e tecnologias. Atualmente, o estudo e o conhecimento através da internet são muito mais difundidos, acarretando a possibilidade de aprender mais rápido, gratuitamente e muito além da sala de aula. Contudo, conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, cerca de 28 milhões de brasileiros não têm acesso à internet em casa, inviabilizando a aprendizagem e o ingresso dos jovens mais necessitados no mercado de trabalho. Em vista disso, percebe-se que as empresas não criam políticas inclusivas aos jovens de periferia que não possuem acesso às tecnologias.
Depreende-se, portanto, que as dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho devem ser combatidas. Dessa maneira, o Ministério da Educação, responsável pela manutenção do ensino, deve criar novos métodos de instrução, por meio de matérias práticas e profissionalizantes, a fim de inserir o jovem no mercado de trabalho. Ademais, o Governo Federal pode fornecer incentivos fiscais às empresas que contratarem jovens de periferia, para, assim, garantir o desenvolvimento da sociedade e o cumprimento da constituição.