As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho

Enviada em 12/11/2022

Segundo uma pesquisa realizada pelo Nube (núcleo brasileiro de estágio), no Brasil a cada 10 formados em ensino superior, 5 estão desempregados. Nesse quesito, é assustador o número de desemprego entre a mão de obra qualificada, o que pode-se inferir que jovens sem essa formação estão ainda mais vulneráveis a falta de oportunidade de trabalho. Tal fenômeno, tem piorado por dois motivos: mercado de trabalho cada vez mais exigente e legislação trabalhista flexível.

Convém ressaltar, a princípio, que o mercado trabalhista está cada vez mais exigente, tanto no quesito qualificação quanto no perfil profissional do trabalhador. Sendo assim, segundo uma pesquisa do IBGE 28,9% dos jovens - entre 18 e 24 anos - estão desempregados. Dessa maneira, é muito difícil a qualificação do jovem no Brasil, tanto pela alta concorrência de vagas em univerdades quanto pelos preços, nada acessíveis, de curso técnico. Além da dificuldade em se formar, os jovens enfrentam uma exigência de perfil profissional, em que os pré-requisitos girem em torno desde uma saúde perfeita até uma personalidade altruísta e ideal.

Outrossim, uma outra questão que piora essa problemática é a flexibilidade das leis trabalhistas. Nessa perspectiva, Umberto Eco, filósofo e linguista, afirmou que “para ser tolerante é preciso fixar os limites do intolerável”. Dessa forma, o que era para estar mais rígido, em que deveria fixar os limites daquilo que é intolerável contra o trabalhador, está mais flexível, o que obriga o brasileiro jovem a se submeter a diversas situações, tolerando salários mais baixos, com jornadas de trabalho mais árduas e informais, sem garantia de direitos que defendem sua dignidade.

Portanto, para haver maior equidade no mercado de trabalho é preciso garantir os direitos do trabalhador. Para que isso ocorra o poder legislativo deve preocupar-se em preservar as leis em prol do trabalhador e criar novas leis para suprir a lacuna que dá margem a desvalorização do trabalhador. Também, é necessário que mesmo poder reforce a legislação sobre jovem aprendiz e estágios, garantindo benefícios aos jovens e às empresas. Assim, achará uma sociedade intolerante com a opressão e o desemprego e com mais oportunidades no mercado de trabalho. Logo, haverá jovens experientes desde o início da sua formação.