As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho

Enviada em 22/02/2023

A Constituição Federal de 1988, documento com extrema importância no Brasil, prevê em seu artigo 6° o direito ao trabalho como inerente à todo cidadão brasileiro. Entretanto, essa lei não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa as dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho, sendo elas, fatores negativos e alarmantes para a sociedade atual. Dessa forma é necessário informar os fatores que levam à essa dificuldades.

De início, é necessário destacar que a falta de requisistos como: cursos profissionalizantes, horas de experiências e recomendações profissionais são fatores que dificultam a contratação dos jovens iniciantes no mercado de trabalho, de modo que empresas óptem por contratar pessoas com mais tempo de carreira e experiência em seu currículo. Desse modo é notório que a alta cobrança de currículos super-desenvolvidos, de empresas, para a contratação de jovens, influencia fortemente no desemprego dessa faixa etária.

Além disso, deve-se também destacar que a falta de escolaridade e curso supe-rior agravam o desemprego de jovens e adolecentes de 15 aos 24 anos. Isso ocorre pois, nesse período de tempo o jovem interessado em um emprego ainda está cur-sando o ensino médio, ou ainda está ingressado em uma faculdade, dessa forma, as vagas que exigem curso superior não serão preenchidas por esses, até que con-cluam o ensino superior. Segundo Nelson Mandela, a educação é a arma mais po-derosa que pode-se usar para mudar o mundo, mas quando inserida nos currículos do mercado de trabalho, suas exigências ultrapassam as capacidades, e dificultam a entrada dos jovens.

Portanto, com o objetivo de minimizar as dificuldades do jovens ingressarem no mercado de trabalho, é necessário que o Ministério do Trabalho, principal res-ponsável pelo emprego e renda dos trabalhadores brasileiros, estabeleça, por meio de leis que para jovens, entre 15 ás 24 anos, as exigências curriculares para a con-tratação sejam menores, visto que não tiveram tempo de adquirir experiências. Outrossim, é necessário que o Ministério da Educação, invista em cursos técnicos nas escolas, com objetivo de profissionalizar crianças e adolecentes para o mercado de trabalho.