As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho
Enviada em 30/05/2023
Segundo o Artigo 23 dos Direitos Humanos: “Toda pessoa tem direito ao trabalho, à livre escolha de emprego, a condições equitativas e satisfatórias de trabalho e a proteção contra o desemprego”. Entretanto, nota-se discrepância com o cenário atual brasileiro diante as adversidades dos jovens ao ingressar no mercado de trabalho no decorrer do descuido estatal. Logo, faz-se necessário problematizar e discutir a falta de políticas públicas como a principal culpada dessa deturpação e, cessar o aumento da desigualdade social advinda da elevada taxa de desemprego.
Nesse viés, é imprescindível pontuar que o descaso governamental está intimamente ligado à problemática, visto que a formação educacional não se faz efetiva na qualificação curricular desses jovens. Diante disso, Mahatma Gandhi afirma que: “Temos de nos tornar a mudança que queremos ver”, assim, contextualiza-se a indispensabilidade de derrubar a alienação estatal e contestar tais circunstâncias. Isso porque, essa conduta exclui uma parcela da comunidade com base em critérios socioeconômicos desses indivíduos, que por muitas vezes trazem consigo a bagagem do sistema público de educação, o que não é suficiente.
Ademais, uma grave resultante desse entrave é o crescimento da disparidade entre as camadas sociais, que é somente a ponta do iceberg. Dessa forma, é relevante salientar que a vulnerabilidade socioeconômica pode ocasionar sinais da deterioração na qualidade de vida devido a volta do Brasil ao mapa da fome, o que deve ser encarado como um problema de saúde pública. Nessa perspectiva, Nelson Mandela afirma que: “Democracia com fome, sem educação e saúde para a maioria, é uma concha vazia”, sendo assim, o Estado, órgão responsável pelo desenvolvimento da nação, deve garantir vida digna e igual para todo povo.
Portanto, o Ministério do Trabalho deve promover de forma gratuita a capacitação profissional de jovens por meio de escolas técnicas e faculdades por todo o país, com a finalidade de preparar esses futuros profissionais para o mercado de trabalho e, sanar a falta de oportunidades trabalhistas. Somado a isso, o Governo, aliado a empresas, deve agir com incentivos fiscais e diminuição de impostos na contratação de jovens aprendizes, com o objetivo de empregar equitativamente os habitantes, e cumprir com os direitos humanos.