As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho

Enviada em 05/06/2023

A Constituição Cidadã, -documento histórico brasileiro- garante o direito de igualdade a todos. Entretanto, a invisibilidade dada aos jovens advindo da sociedade ocasiona o entrave deste grupo social no mercado de trabalho, tornando ineficiente o direito de igualdade aos jovens e gradualmente a sua marginalização em meio a sociedade. Portanto, é mister um olhar mais crítico de enfrentamento diante as inclusões laborais e amparo estatal que não faz-se consistente.

A priori, é imperioso destacar que a Declaração Universal dos Direitos Humanos, promulgada em 1948, prevê que todo cidadão faz jus a direitos básicos, como exemplo, inclusão, porém a indiferença ministrada aos jovens faz com que os tais não usufruam deste direito. Segundo estudos da plataforma do Ministério da educação (MEC), o aumento do número de desemprego é relativamente proporcional ao aumento do número de criminalidade. Nesse viés, é necessário que empresas tornem real as contratações de jovens, e que a sociedade busque pela inclusão, a fim de não deixar o jovem à mercê de uma realidade marginalizada.

Outrossim, a omissão estatal inviabiliza a melhora da situação atual. A esse respeito, o filósofo inglês John Locke, criou o conceito de contrato social, no qual o cidadão deve confiar no estado, que por sua vez, garante à população os direitos inalienáveis. Todavia, o impasse dos jovens na inclusão nos meios laborais ratifica que o estado faz-se incapaz de cumprir com o contrato de Locke, findando

a uma sociedade à mercê de realidade injustas por falta de apoio governamental.

Destarte, é mister que medidas sejam tomadas a fim de amenizar a problemática.

Desse modo, as instituições escolares -responsáveis pela transformação social- devem ensinar aos jovens a busca por seus direitos, isso sendo feito por meio de palestras com o uso conativo da linguagem, juntamente cabe ao Ministério do Trabalho e Emprego, promover políticas públicas que monitorizem empresas e localidades as quais não há inserção jovem. Com isso, gradualmente romper a inércia estatal e garantir o tratamento previsto pelas Nações Unidas, deixando de ser, em breve, uma utopia no Brasil.