As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho

Enviada em 24/06/2023

O Fundo Monetário Internacional revela que o Brasil é a nona maior economia do mundo. No entanto, o país deixa à margem a empregabilidade dos jovens, o que dificulta a entrada desses no mercado de trabalho. Nesse sentido, torna-se imperativo atuar sobre o problema, que se estrutura no falho sistema de ensino e na priorização de interesses financeiros.

Dessa forma, em primeira análise, a lacuna educacional é um desafio presente no problema. Segundo Durkheim, o papel da educação é formar um cidadão que se torne parte do coletivo. Porém, tal papel tem sido falho na disponibilização de trabalho para a juventude, visto que a formação acadêmica não fornece os conhecimentos e as habilidades exigidas pelo mercado. Assim, é urgente que a educação cumpra sua função e contribua para o coletivo.

Além disso, a supremacia de interesses mercadológicos ainda é um grande impasse para a resolução da problemática. Para Simone de Beauvoir, não há crime maior que reduzir um ser humano à condição de objeto. No entanto, tal objetificação está presente na dificuldade do acesso de jovens ao mercado de trabalho, visto que as empresas, por buscarem o máximo de produtividade, tratam a mocidade de forma pouco humana por ela ter falta de experiência, e acabam por contratar apenas pessoas mais velhas. Assim, a priorização do capital precisa ser substituída por uma lógica humanitária.

Portanto, é indispensável intervir sobre a questão. Para isso, o poder público deve investir na criação de postos de trabalho para a juventude, por meio da destinação de verbas, a fim de reverter a supremacia de interesses mercadológicos que impera. Tal ação pode, ainda, conter uma divulgação na mídia de massa para que a população tome conhecimento. Paralelamente, é preciso intervir sobre a lacuna educacional presente no problema. Dessa forma, a nona maior economia do mundo poderá avançar.