As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho
Enviada em 29/06/2023
O trabalho, como forma de proporcionar a subsistência de um indivíduo, sem-pre foi divido em funções, porém, as suas especializações vem aumentando a cada década. Sob essa ótica, torna-se pertinente analisar as dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho, que se encontra altamente especializado e competitivo. É importante notar, diante disso, que essas dificuldades são causadas não só pela falta de incentivos públicos na formação escolar, como também pela crescente economia informal no Brasil.
Em primeiro lugar, vale destacar a falta de incentivos públicos na formação téc-nica-profissionalizante. Em “Sapiens”, o historiador Yuval Harari discorre acerca da evolução técnico-científica humana e seu exponencial crescimento após a Revolu-ção Indutrial. Dessa maneira, os países desenvolvidos e emergêntes tiveram que se adequar a formar mão de obra especializada para suprir as novas demandas. No Brasil, uma solução foi a implementação dos Institutos Federais profissionalizantes, no ano de 2008. Contudo, as verbas destinadas a suprir esses locais, assim como a construção de novos, não condizem com a necessidade do país. Logo, a viabiliza-ção dos Institutos se encontra em um impasse por falta de investimento público.
Outrossim, o crescimento da economia informal é um problema estrutural. A “uberização” do trabalho, debatido pelo professor Ricardo Antunes, é o movimento ascendente que promove o trabalho informal em economias subdesenvolvidas, tornado os trabalhadores precarizados. Destarte, tal fenomeno contribui com para a entrada de jovens no mercado de trabalho formal, uma vez que encontram so-mente na “uberização” uma forma de sustento, que nada agregará na concorrência de um futuro emprego formal. Assim, a informalização deve ser solucionada.
Portanto, medidas devem ser tomadas para resolução dos probemas supracita-dos. Podendo se tornar um ator nessa mudança, o Governo Federal - dotado de ferramentas de alcance nacional - juntamente com o Ministério da Educação, têm o poder de direcionar verbas para construção e manutenção de novos Institutos Fe-derais, por meio do remanejo de receitas federais. Ademais, concursos públicos de nível médio, podem ser melhor aplicados em regiões com maiores taxas de desem-prego juvenil. Desse modo, o Brasil será um país mais inclusivo e desenvolvido.