As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho

Enviada em 20/07/2023

Embora prevista no 6o artigo da Constituição Federal de 1988 como direito social básico, a garantia ao trabalho, nem todos os brasileiros de fato gozam desse princípio, dado que jovens vem sofrendo um tratamento injusto no que tange a sua ingressão no mercado de trabalho, desse modo impossibilitando a difusão dessa prerrogativa fundamental. Diante do exposto faz-se imprescindível a análise dos fatores que favorecem esse quadro.

A priori, é importante ressaltar a débil ação do poder público vista na ausência de medidas governamentais para debelar o desemprego, feito que confronta diretamente com o texto constitucional, haja vista que ele determina como responsabilidade do Estado a promoção de empregos. Ademais, no texto “As cidadanias multiladas”, o geógrafo brasileiro Milton Santos pontua que a democracia somente é efetiva à medida que atinge a totalidade do corpo social, ou seja, quando os direitos são desfrutados por todos os cidadãos. No entanto, a dificuldade sofrida pela juventude na introdução ao domínio trabalhístico, evidencia que infelizmente não há democratização do trabalho no Brasil.

Além disso, essa problemática é sustentada pela base educacional brasileira lacunar, uma vez que estudantes saem do ensino médio desqualificados para o mercado de trabalho formal. A falta de oferta de cursos técnicos a população é um fator que agrava esse quadro, vide a busca desse setor por profissionais que tenham conhecimento prévio da área.

Portanto, é necessária a aplicação de condutas para mitigar a problemática discutida. O Ministério do Trabalho em uma primeira ação, deve criar programas visando a qualificação de estudantes ainda no ensino médio, por meio de cursos técnicos em diversas áreas, assim ocupando de forma social o mercado profissional a fim de arrefecer a disseminação do problema e desse modo permitindo a equidade prevista na Constituição.