As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho

Enviada em 19/07/2023

Em “Adimirável mundo novo”, de Aldous Huxley, há a concretização da busca exacerbada de resultados utilitaristas da humanidade, pois cada indivíduo, na obra, é condicionado a um trabalho ainda em fase embrionária. Voltando-se a realidade, o mundo concreto ainda encontra-se distante disso - ao contrário do imaginário empresarial. Porém, evitavelmente, o mercado de trabalho, até certo ponto, é organizado de tal forma que os indivíduos só conseguem ingressar com um mínimo de competência, ou seja, sinônimo de experiência. Com isso, faz-se necessário identificar o contexto atroz que os jovens estão presos.

Primeiramente, a falta de vivências trabalhistas é uma barreira enorme para a conquista do primeiro emprego. Essa condição é inerente aos “recém-adultos”, visto que o menor tempo de vida é um responsável natural para um menor conhecimento tácito e/ou mensurável, o que é observável na Constituição de 1988 que, entre outras coisas, regula a candidatura política também por idade mínima. Esse obstáculo não seria necessariamente um impedimento, caso o contexto social fosse diferente da busca imediatista por profissionais prontos.

Ademais, sobre a situação que a sociedade aprisiona os mais novos, o sistema econômico vigente, capitalista com maquiagem social-democrática, potencializa essa desvantagem etária do grupo. De modo sucinto, o capitalismo é o acúmulo de capital, em outras palavras, quanto mais capital (seja intelectual ou material), mais imponente será a instituição. Logo, é esperada uma concentração de recursos e de pessoas qualificadas em uma organização, assim como a falta de oportunidade e de desenvolvimento de pessoas físicas ou jurídicas inexperientes.

Destarte, haja vista a indiferença mercadológica aos mais novos candidatos aos vínculos empregatícios, é crucial zelar pela sustentável “inclusão” social ante o “SOMA” (Adimirável mundo novo) que se concretiza no lucro. Assim, o Ministério do Trabalho e Emprego deve subsidiar pequenos negócios por meio do custeio de funcionários inexperientes, a fim de que se contrate jovens e, consequentemente, influenciem também as corporações (vulgo SAs).