As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho
Enviada em 25/07/2023
Segundo Voltaire, historiador e filósofo francês, o trabalho espanta três males: o vício, a pobreza e o tédio. Impulsionados pelo pensamento do iluminista, os jovens brasileiros aspiram pela obtenção do primeiro emprego, evento muitas vezes objetado pela má formação profissional, como também, pela vulnerabilidade emocional dos aspirantes à primeira ocupação.
Em primeira análise, observam-se as dificuldades encontradas pelos novos cidadãos para a aquisição de uma boa formação profissional, fator inicialmente desencadeado pelo baixo nível de escolaridade, sobretudo no que se refere a oferta de ensino aos mais pobres, e que logo é exarcerbado pela não oferta de capacitações profissionais, negligenciando importantes habilidades para os candidatos e levando muitos desses a informalidade ou a marginalização, como retratado na série “Segunda chamada”, produzida pela Globoplay.
Em segunda análise, surge outro elemento, que na sociedade comtemporânea impacta não só as relações de trabalho, bem como todas as relações sociais, a instabilidade emocional, já que devido a problemas psicológicos adquiridos na vida ou durante o processo de busca pela oportunidade da prestabilidade de serviços, muitas vezes frustante, o candidato acaba não tendo o devido preparo mental, e por conseguinte termina não tendo êxito na entrevista de emprego.
Portanto, visando facilitar o acesso dos postulantes a inaugural assinatura da carteira de trabalho, o Governo Federal por meio do Ministério da Educação deve melhorar o nível de aprendizagem do sistema público, fortalecendo a base educacional e investindo para o ampliamento dos projetos de ensino, principalmente para as populações mais carentes, além disso, o Ministério da saúde deve ampliar o número de psicólogos e a oferta de palestras, mitigando a fragilidade emocional, e espantando pela via do primeiro emprego, o vício, a pobreza e o tédio.