As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho
Enviada em 20/07/2023
Em “Admirável mundo novo”, de Aldous Huxley, há a concretização da busca exacerbada de resultados utilitaristas da humanidade, pois cada indivíduo, na obra, é condicionado a um trabalho ainda em fase embrionária. Voltando-se à realidade, o mundo concreto ainda encontra-se distante de tal situação - ao contrário do imaginário empresarial - . Evitavelmente, o mercado de trabalho, até certo ponto, é organizado de forma que os indivíduos só conseguem ingressar com um mínimo de competência, ou seja, experiência. Portanto, faz-se necessário identificar o contexto atroz ao qual os jovens estão presos.
Primeiramente, a falta de vivências trabalhistas é uma barreira enorme para a conquista do primeiro emprego. O “déficit” curricular é inerente aos “recém-
-adultos”, visto que a pouca idade é sinal de imaturidade/incompetência. Por exemplo, a Constituição brasileira impede menores de 35 anos (juventude) à candidatura a Presidente da República. Enfim, um impeditivo desnecessário, caso o contexto social diferisse de uma busca imedistista por profissionais prontos, o que, como exposto, o Estado coaduna de forma indireta.
Ademais, o sistema econômico vigente, capitalista com maquiagem social-
-democrática (falso altruísmo), potencializa essa desvantagem etária do grupo. Logo, é esperada uma concentração de recursos e de pessoas qualificadas em poucas corporações, pois, por definição, o capitalismo é o acúmulo de riquezas intelectuais ou materiais. Consequentemente, é incondicional a existência da desigualdade que, na conjuntura segregadora supracitada, os empregos estarão disponíveis, de forma majoritária, aos cidadãos mais experientes na vida laboral.
Dessarte, haja vista a indiferença mercadológica aos mais novos candidatos a vínculos empregatícios, é crucial zelar pela sustentável “inclusão” trabalhista ante o “SOMA” (pílula fictícia anestesiante) que se concretiza no lucro. Assim, o Ministério do Trabalho e Emprego deve subsidiar micro e pequenas empresas, por meio do “Plano Contínuo de Empregabilidade Juvenil” que custeará funcionários inexperientes de até 24 anos. Tudo a fim de que se mitigue o desemprego nessa faixa de idade e, por consequência, influencie também as sociedades anônimas.