As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho
Enviada em 24/07/2023
Em sua célebre obra Pedagogia do Oprimido, Paulo Freire destaca a imporância da democratização da educação como um instrumento de transformação social. Neste sentido, cabe salientar a relação direta que a baixa escolaridade tem no processo de inserção dos jovens no mercado de trabalho, causando uma defasagem na qualificação profissional e no seu autoconhecimento.
Em primeiro lugar, cabe ressaltar que a desinformação da sociedade brasileira é um dos principais catalizadores desse problema. Tendo como matriz a desigualdade social, esse atraso na apendizagem é uma condição que se retroalimenta, afinal, sem estudo, é mais difícil de se inserir no mercado de trabalho, o que dificulta, por sua vez, na obtenção de renda para investir na qualificação profissional e pessoal.
Além disso, a ausência de aptidão não está somente ligada ao indivíduo, mas à baixa qualidade do ensino e investimento do setor público. Dessa forma, a geração Z, principalmente de classe mais pobre, sofre com atrasos no seu desenvolvimento profissional que repercutem no seu desenvolvimento pessoal também, como na tomada de decisões, dependência de terceiros, encarar grandes desafios e na sua capacidade teórica e prática.
Portanto, é de extrema importância que o Governo federal disponha de mais verba para investir em infraestrutura educacional, cursos técnicos e profissionalizantes gratuitos em todas as escolas públicas, com o intuito de qualificar esses jovens para o preenchimentos das vagas disponíveis no mercado de trabalho. Além disso, unir o ensino médio com o programa Jovem Aprendiz (lei10097/2000) seria interessante e facilitador, afinal, com as escolas públicas conectadas com as empresas privadas durante o período do ensino médio, o aluno é capacitado na instituição formadora e na empresa, aliando formação técnica e prática.