As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho

Enviada em 26/07/2023

Em 1969, a sociedade conheceu uma das leis mais relevantes para a história da América Latina: a Convenção Americana de Direitos Humanos, cujo texto garante o acesso ao trabalho. Entretanto, a inacessibilidade ao ambiente laboral impede que os cidadãos, principalmente jovens, vivenciem o direito descrito pelo tratado, e isso representa um grave problema. Assim, a solução do problema exige que se combata a desigualdade e a omissão estatal.

Diante desse cenário, faz-se lícito citar uma característica do Brasil Colônia — período iniciado no século XVI — que foi ter sido o início do marco da disparidade social brasileira, uma vez que apenas a minoria rica era detentora de direitos. O entrave citado anteriormente ainda se perpetua de forma negativa no Brasil, uma vez que só aqueles mais abastados tem acesso a um ensino de qualidade e cursos profissionalizantes, fator fundamental para se obter o primeiro emprego. Assim não é razoável que o desemprego entre este perfil demográfico permaneça em um país que almeja tornar-se nação desenvolvida.

Ademais, é importante destacar, a princípio, que a inoperância estatal dá ensejo para a ocorrência dessa problemática. Para John Locke —expoente filósofo inglês—, o Estado tem —ou deveria ter— de garantir direitos básicos aos indivíduos, com base no seu conceito de contrato social, popularizado na Europa do século XVII. Entretanto, não há políticas públicas eficazes para garantir aos indivíduos uma posição inicial no mercado de trabalho, uma vez que não é assegurado pelo Governo os meios para que sejam adquiridas as habilidades necessárias para se destacar no mercado de trabalho. Assim, enquanto o desemprego for regra, a empregabilidade será a exceção.

É urgente, portanto, que as dificuldades supracitadas sejam mitigadas. Nesse sentido, o Governo Federal — órgão de maior importância no âmbito nacional —

devem combater, com o uso da verba pública, o desemprego entre a população jovem, por meio de projetos profissionalizantes nas escolas, como: cursos, palestras e oficinas. Só assim, o conceito defendido por John Locke seja, em breve, a realidade na conjuntura brasileira contemporânea