As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho
Enviada em 06/08/2023
A constituição de 1988 - conjunto de normas que regem e organiza o funcionamento do Brasil - garante, conforme o artigo 6, o direito ao trabalho. Esse princípio, no entanto, não é colocado em prática, uma vez que, apesar de sua enorme importância, a dificuldade de jovens entrar no mercado de trabalho é ignorado no Brasil. É crucial, por fim, entender como a lacuna educacional e a negligência estatal tonificam esse impasse.
Em primeiro lugar, é imprescindível ressaltar que a omissão escolar fortalece o empecilho. O celébre sociólogo Edgar Morin, a esse respeito, defende um método pedagógico pautado na pluraridade de saberes. Essa máxima do intelectual francês, entretanto, vai de encontro com à realidade brasileira, visto que muitos colégios, por possuírem um sistema tecnicista, negligenciam, nas aulas, os ensinamentos quanto à essencialidade da orientação do mercado de trabalho na adolescência. Isso, consequentemente, contribui para que os discentes, vítimas de uma falha educativa, tenham dificuldades em conseguir seu primeiro emprego, o que é capaz de fomentar, no futuro, um nefasto quadro de jovens recém formados em situação de desemprego.
Além disso, é impreterível destacar a negligência estatal e a sua influência na questão. Diante disso, segundo o insigne filósofo Thomas Hobbes, o Estado é incumbido de assegurar o progresso coletivo. Esse raciocínio hobbsesiano, porém, é secundarizado, dado que a máquina pública não adota ações que seriam capazes de, substancialmente, erradicar a crise de jovens no mercado de trabalho, como a criação de palestras nas escolas que visem à instrução dos estudantes no que tange à corrida pelo primeiro emprego.
Portanto, é primordial descontrair as bases do contratempo. Para tanto, o Ministério da Educação - órgão responsável pelo avanço do ensino brasileiro - deve, por meio de uma alteração na Base Nacional Comum Currícular, introduzir, nas escolas, uma disciplina voltada ao primeiro emprego, visando à garantia de um pleno bem-estar financeiro futuro aos estudantes. Ademais, cabe à administração pública criar “workshops” em relação à essencialidade da formação de jovens empregados do círculo social.