As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho
Enviada em 09/10/2023
A Constituição Federal, promulgada em 1988, foi esboçada com a finalidade de delinear direitos básicos para todos os cidadãos. Conquanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa as dificuldades dos jovens em ingressarem no mercado de trabalho, dificultando, desse modo, a universalização deste direito social tão importante. Nesse contexto, deve-se analizar como a negligência estatal e a falta de experiência impulsionam tal problemática, com o intuito de soluciona-la.
Em uma primeira análise, deve-se ressaltar a falta de medidas governamentais para ingressar os jovens no mercado de trabalho. Essa conjuntura, segundo o filósofo John Locke, configura-se como violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre sua função de direcionar e capacitar os jovens para o mercado. Em vista disso, o atual sistema de ensino não esta alinhado às demandas do mercado e grande parte dos jovens têm completado o ensino médio sem qualquer qualificação requerida pelo mercado. Dessa forma, enquanto a máquina pública negligenciar suas responsabilidades, o problema perdurará.
Ademais, é fundamental apontar a falta de experiência como impulsionadora da taxa de desemprego ser 3 vezes maior para as idades entre 15 e 24 anos. Com efeito, a maioria das empresas optam pelo mais experiente em prol da produtividade, dessa maneira, aqueles que precisavam de emprego para obter experiência encontram ainda mais dificuldades com o passar dos anos. Logo, é imprescíndivel que esse cenário continue a perdurar.
Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, o Governo Federal, órgão de maior importância no âmbito nacional, juntamente com o Ministério da Educação, por meio de campanhas, crie programas alinhados com as necessidades do mercado, com a finalidade de capacitar os jovens para o primeiro emprego. Assim, se consolidará uma sociedade capacitada, onde o Estado cumpre seu “contrato social”, tal como afirma John Locke.