As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho
Enviada em 25/04/2024
A Crise de 1929 foi a maior crise do capitalismo financeiro gerando grande taxas de desemprego, principalmente para as novas gerações que estavam começando a entrar no mercado de trabalho. Analogamente, no Brasil contemporâneo, as gerações Y e Z têm grande dificuldade em ingressar no mercado de trabalho, devido à displicência estatal e à omissão da escola.
Inicialmente, deve-se destacar a negligência do Poder Público em facilitar o acesso ao emprego pelos jovens. Nesse viés, o filósofo Friedrich Hegel afima que o Estado é o pilar-base de uma nação e o principal agente apaziguador das mazelas sociais. Entretanto, é notório o descaso estatal ao imbróglio em questão, uma vez que ausentam-se medidas públicas, como campanhas e programas, de valorização da formação profissional do jovem para a conquista de seu lugar no mercado de trabalho, a exemplo da promoção e do incentivo de curso técnicos de capacitação para o contexto do mercado atual. Dessa forma, não rararamente, os jovens ficam sem capacitação profissional para sua participação no mercado, incentivando a desvalorização das suas formações e o aumento do desemprego.
Outrossim, além do desinteresse estatal, vale ressaltar também a omissão da escola para a solução do problema em questão. Nesse contexto, a obra “Crônicas da Educação”, da escritora modernista Cecília Meirelles, afirma que a educação é fundamental para a orientação individual. Sob essa óptica, é fundamental perceber que a escola brasileira não apresenta medidas apropriadas para a capacitação do jovem ao atual contexto do mercado de trabalho no mundo globalizado, como a consolidação da educação digital, o ensinamento de outras línguas e a efetivação da educação financeira. Dessa maneira, o jovem estudante aprende muitas coisas que não o serão úteis em sua vida profissional ou formação como indivíduo, em detrimento de coisas que o serão úteis em sua vida profissional.
Portanto, é imprecindível que o Governo Federal promova a qualificação dos jovens brasileiros, através da ampliação dos cursos técnicos, feita com o aumento do investimento nestes e com a destinação à população jovem que entrou no mercado, bem como a distribuição democrática destes às populações carentes, afim de proporcionar a entrada dos jovens no mercado de trabalho.