As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho
Enviada em 02/06/2024
Em 1950 teve início o que hoje chamamos de Terceira Revolução Industrial, a qual foi definida como Revolução Técnica-científica informacional pelo geógrafo brasileiro Milton Santos, marcando o começo de uma maior relação entre a ciência e a industria, modificando as habilidades necessárias para diversos trabalhos. Nos anos atuais, os jovens brasileiros vêm encontrando dificuldades para ingressar no mercado de trabalho, seja pela falta de formação adequada, seja pela falta de leis que incentivem a contratação de jovens pelas empresas.
Inicialmente, é válido ressaltar que a educação nacional não desenvolve as habilidades socioemocionais, sendo que estas são cada vez mais buscadas pelas empresas. Conforme levantamento da BBC News, a maioria dos jovens não ingressa em um trabalho, ou é demitido, por falta de responsabilidade, foco ou iniciativa, sendo que estas 3 características que poderiam ser desenvolvidas ainda durante a escola, mas não são devido à atual Base Nacional Comum Curricular (BNCC) esquematizada pelo Ministério da Educação.
Ademais, o arcabouço legislativo também não ajuda a entrada dos jovens no mercado de trabalho. Dessa maneira, a falta de leis que incentivem as empresas à contratar jovens e treiná-los para que estes tenham as habilidades exigidas para a vaga torna ainda mais difícil a competição entre um jovem inexperiente e um trabalhador de meia idade os quais já ingressaram no mercado de trabalho e desenvolveram sua resposabilidade, iniciativa e foco. Assim, vale buscar a criação de incentivos fiscais para que as empresas contratem e desenvolvam os jovens ao invés de evitar contratá-los.
Diante do exposto, nota-se que os jovens enfrentam dificuldades para ingressarem no mercado de trabalho, portanto o debate aceca desse tema é de interesse de todos, pois determinará o futuro. Logo, é importante que o Ministério do Trabalho articule, junto ao Ministério da Educação, uma mudança na Base Nacional Comum Curricular de modo a incluir o desenvolvimento das habilidades socioemocionais necessárias para os atuais empregos.