As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho

Enviada em 02/08/2024

Segundo a Declaração Universal dos Direitos Humanos, todos os indivíduos são iguais em direito e dignidade. Todavia, tal premissa, em virtude de diversos entraves, nem sempre se reflete na realidade. Esse descompasso é amplamente observado na dificuldade dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho, evidenciando a discrepância entre teoria e prática.Tal cenário emerge a problemática devido à inoperância estatal e ao silenciamento. Nesse contexto, em primeiro plano, é lícito ressaltar que a negligência estatal tem uma relação significativa com o revés e sua intensificação. Nessa óptica, segundo Winston Churchill, ‘’Na guerra você morre uma vez, na política, várias.” No entanto, a inoperância do estado se configura como um campo de batalha persistente, onde o progresso é ceifado pela estagnação política. As mortes metafóricas se manifestam através da alta taxa de desemprego, na inadequação da formação, e a falta de investimento para desenvolvimento emocional e profissional. Visto que, a citação associa ao desgaste contínuo pelo direito de exercer a cidadania plena.

Além disso, cabe salientar que o silenciamento da corrida pelo primeiro emprego, por conseguinte, dificulta a conscientização pública, minando o potencial de mudança. Audre Lorde, enfatiza: “O que é importante deve ser dito, verbalizado e compartilhado. O silêncio não vai proteger.” Nessa lógica, silenciar que jovens mesmo sendo informados e preparados não tem chances, é garantir sua continuidade, pois ele camufla que os mesmos recorrerão a trabalhos informais, e aceitarem menos do merecem, o que gera desigualdade e inação. Verbalizar, engajando a sociedade, é fundamental para trazer luz às questões, mobilizar recursos e esforços coletivos para soluções práticas e eficazes.

Nota-se, portanto a necessidade de reverter esse cenário de empecilhos para entrar no mercado. Para isso, o gorveno deve criar projetos de mutualismo, onde os CNPJS terão que ofertar pelo menos 5% das vagas destinadas ao primeiro emprego e incluir como lei na grade escolar e acadêmica cursos de soft skills. Cabe ainda, dar enfâse em publicidade visíveis, como campanhas em rede sociais, entrevistas em tv aberta e documentários que mostrem a realidade. Quem sabe assim, esses jovens poderão viver seus direitos e ter mais dignidade.