As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho

Enviada em 09/08/2024

A filósofa Hannah Arendt evidencia que a essência dos Direitos Humanos é possuir direitos, um princípio de igualdade a todos. Todavia, essa premissa é violada no Brasil, dado que ainda há dificuldades dos jovens ingressarem no mercado de trabalho. Nesse contexto, a negligência estatal e o silenciamento midiático favorecem esse quadro.

Primordialmente, vale destacar a íntima relação da inoperância estatal com esse revés. Em relação ao tema, conforme o educador Paulo Freire, ninguém luta pelo que não conhece ou entende. Sob esse viés, ao omitir-se da responsabilidade, com a falta de campanhas efetivas que elucidem a necessidade de contratar jovens em postos de trabalho, o Estado contribui para a continuidade desse mal, visto que, por falta de conhecimento prévio, a população não compreende a temática. Consequentemente, a desigualdade entre diferentes faixas etárias cresce no país.

Ademais, é indubitável frisar a quietude da mídia como um seríssimo agravante. Acerca disso, o sociólogo Pierre Bordei, afirma que a imprensa possui um papel fundamental na resolução de adversidades sociais. Entretanto, canais de comunicação, como a Rede Globo, a maior emissora televisa do país, falham no seu papel descrito por Bordieu, em virtude de não haver frequentes debates sobre a questão exposta. Por conseguinte, os cidadãos carecem de referências midiáticas que formem um pensamento crítico, o que reverbera na pouca oferta de vagas para essa camada da sociedade.

Portanto, cabe ao Governo Federal, em conjunto da Rede Globo, trabalhar na erradicação desse problema. Isso ocorrerá, respectivamente, por meio de campanhas e debates informativos, distribuídos pela Globo, com aporte financeiro do poder público, ambas formas irão ressaltar a relevância de inserir os jovens no mercado trabalhista, para que, enfim, a população seja conscientizada e destine novas vagas a todos indivíduos de maneira equitativa.