As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho

Enviada em 25/09/2024

A ampliação do acesso ao ensino superior no Brasil popularizou a qualificação a-cademica e profissional no país. Entretanto, devido à baixa modernização e diversi-ficação econômica, essa melhoria é insuficiente para reverter o alto índice de de-semprego brasileiro. As limitações ocasionadas por uma economia agroexportado-ra e com elevadas taxas de trabalho informal criam barreiras no desenvolvimento de postos de emprego. Logo, as maiores dificuldades dos jovens brasileiros para in-gressarem no mercado de trabalho estão no âmbito da estrutura econômica.

Nesse sentido, cabe uma crítica à forma como o Brasil está investindo em seu de-senvolvimento social e econômico. Atualmente, com programas como FIES, PROU-NI e cotas sociais, o acesso às universidades não está mais restrito às elites e, por conseguinte, mais pessoas conquistam diplomas superiores. Contudo, poucas con-seguem dar vazão profissional para seus conhecimentos, uma vez que a alta mo-dernização do campo e a baixa diversidade da economia brasileira não proporcio-nam postos suficientes de trabalho. Com isso, muitos recorrem aos empregos in-formais. A título de ilustração, segundo o Instituto de Pesquisa Econômia Aplicada (IPEA) de 2017, 75% das pessoas de 18 a 24 anos não conseguem nova colocação no mercado de trabalho formal. Destarte, apesar de bem preparados, os jovens brasileiros estão desempregados.

Ainda, por conta dessa aconomia centrada em poucas fontes, o Brasil impede as pessoas qualificadas de encontrarem postos de serviço condizentes com suas for-mações, as quais são cada vez mais avançadas e específicas. Ou seja, o mercado e-xige pouca variedade de saberes e tende a frustrar profissionais bem preparados - isso de acordo com pesquisa analisada em 2018 por resvista Exame.

Portanto, para vencer as dificuldades na inserção de jovens em empregos for-mais, o Poder Executivo deve montar um plano interministerial para modernização econômica. Isto é, ampliar investimentos em ciência e tecnológica para diversificar as fontes de renda do país. Por exemplo, por meio de investimentos em setores como energias renováveis, mobilidade urbana, ferroviária e fluvial e área da saúde. Dessa forma, o Brasil irá desenvolver empregos em diversas áreas e proporcionar trabalho para os jovens.