As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho

Enviada em 29/10/2024

Segundo o sociólogo Max Weber, o trabalho dignifica o Homem. Porém, dentro dessa perspectiva, na sociedade brasileira atual, nem sempre o mercado abre oportunidades de trabalho para os mais jovens, comprometendo a própria dignidade deles. O subemprego, que oferece salários baixos e ausência de direitos trabalhistas, gera jornadas de trabalho longas e impede que esses cidadãos consigam ter uma perpesctiva clara sobre o próprio futuro.

A princípio, é importante salientar que o mercado de trabalho está cada vez mais competitivo. Até profissionais experientes encontram dificuldades para conseguir empregos bem remunerados, ainda que possuam um currículo sólido. Esse cenário é agravado pela crescente exigência de qualificações, uma vez que muitas empresas priorizam candidatos com múltiplas formações, conhecimentos em línguas estrangeiras e habilidades em tecnologias específicas. Consequentemente, indivíduos que não tiveram acesso a essas oportunidades de formação acabam enfrentando ainda mais desafios para se inserirem no mercado de trabalho.

Além disso, a instabilidade econômica e as constantes mudanças nas demandas de mercado geram insegurança entre os profissionais, que precisam atualizar-se continuamente para manter-se competitivos. Ademais, essa pressão constante por desempenho e foco exagerado na carreira são bem ilustrados pelo seriado Ruptura, da Apple TV, que mostra como a busca pelo trabalho pode levar a pessoas a fazerem de tudo para conseguir e manter um emprego, dedicando-se exclusivamente a ele. Assim, mesmo indivíduos com currículos consolidados enfrentam dificuldades para alcançar posições de destaque e remuneração justa. Os jovens, por sua vez, acaba, se submetendo a subempregos, expostos a baixos salários e à informalidade, o que dificulta a conciliação dos estudos com a alta competitividade dos vestibulares e cursos adicionais.

Por isso, é necessário que o Congresso Nacional faça leis de incentivo a jovens no mercado de trabalho, levando a empresas serem estimuladas financeiramente a terem menos impostos para contratar esses jovens empregados. Tal ação deverá ocorrer por meio de implementação de um Projeto Nacional de Incentivo ao Primeiro Emprego, no qual deverá ter uma porcentagem mínima de jovens empregados dentro das médias e grandes empresas. Ao final, terá a minimização de jovens inexperientes e levando a dignificação do jovem e, assim, no futuro, do Homem.