As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho

Enviada em 31/10/2024

Em 1948, a Organização das Nações Unidas publicou um documento de marco histórico: A Declaração Universal dos Direitos Humanos, cujo conteúdo certifica os direitos básicos, como a educação, inerente a todos. Entretanto, as dificuldades para o ingresso dos jovens no mercado de trabalho impedem o benefício garantido pela ONU no Brasil. Diante disso, destaca-se que a desigualdade social e omissão estatal corroboram para a vigência dessa problemática.

Percebe-se, a princípio, que a disparidade econômica agrava o entrave. Nesse sentido, John Rawls - filósofo estadunidense - criou a Teoria da Justiça, que diz respeito à necessidade de todos os cidadãos terem oportunidades iguais na sociedade. No entanto, a teoria proposta por Rawls não faz parte do contexto nacional, uma vez que há falta de estabilidade econômica no país, na qual resulta em danos - evasão escolar para ajudar a renda familiar - aos jovens de baixa renda que, consequentemente, não tem uma formação adequada e qualificada para enfrentar o mercado trabalhista, logo, são substituídos por indivíduos de alta renda, capacitados e adeptos. Dessa maneira, se a desigualdade permanecer, o Brasil regredirá como igualitário.

Ademais, a omissão estatal é outro agente claro do revés. Nesse contexto, de acordo com John Locke - expoente filósofo inglês - configura-se como um rompimento do Contrato Social, já que o Estado deve garantir que a sociedade usufrua efetivamente de seus direitos. Todavia, devido à débil ação governamental, a educação é falha, uma vez que há falta de políticas públicas - escolas com infraestrutura adequada e uma grade curricular abrangente e qualificada - direcionadas aos estudantes que buscam um vínculo empregatício. No entanto, é inadmissível que esse cenário permaneça.

Por fim, fazem-se urgentes medidas que combatam o revés. Logo, cabe ao Estado e ao Ministério da Educação - orgão responsável por tratar de assuntos educacionais -, criar programas pedagógicos, por meio de palestras, como rodas de conversa em escolas, ministradas por profissionais inseridos e experientes na área trabalhista, a fim de auxiliar e formar jovens ínstruídos e adeptos. Sendo assim, a nação usufruirá dos benefícios previstos em 1948.