As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho
Enviada em 02/10/2025
Diversos estudos apontam a difícil realidade dos jovens brasileiros em conseguir sair do desemprego e se estabilizar no mercado de trabalho. Com efeito, infelizmente, esse fato configura a realidade de muitos iniciantes, os quais são afetados pela polarização do trabalho, além da priorização por experiências e habilidades práticas. Sendo assim, é importante que ações sejam efetivadas para mudar esse atual cenário.
Sob esse viés, é relevante destacar que com o aumento do uso de novas tecnologias, acabamos que por facilitar o surgimento da desigualdade, criando a polarização sobre o acesso às redes. Nesse sentindo, muitos jovens se sujeitam a empregos informais e longos, dando espaço à falta de tempo e disposição para buscar qualificação profissional. Como Jacques Meir - diretor do grupo Padrão - diz: “Uma das razões para isso (o desemprego) é a inadequação entre a formação acadêmica e o que o mercado exige.”. Desse modo, podemos ver a olho nu como é difícil conciliar ambas necessidades, o que nos proporciona colheitas de subempregos, menor produtividade industrial e desconhecimento dos avanços tecnológicos e de automação.
Outrossim, cabe ressaltar que os requisitos das empresas intercalam entre altas exigências acadêmicas até variadas experiências em âmbito profissional. Nesse escopo, o jovem que inicia no trabalho se vê perdido, sem saber se deve se dedicar aos estudos - caso haja rede de apoio - ou se já vai em busca de um primeiro contato com o mercado, o que ocorre com maior frequência pela falta de recursos, como podemos ver ao comparar pessoas de 15 e 24 anos a outras de 25 a 65 que possuem uma variação de desemprego de 11,09% a mais nos mais jovens - de acordo com o Infográfico da Gazeta do Povo. Desse modo, vemos a preferência por experiências e a possível estagnação que a dúvida causa nos jovens.
Depreende-se, portanto, que, para mitigar a dificuldade da inserção juvenil no trabalho, é imprescindível que haja soluções por meio de empresas privadas e públicas, que incentivem por meio de ações de programas de integração, a quebra de barreiras de preconceito com cuidado no processo e nos interressados. Contudo, o Brasil se tornará um país mais inteligente, inclusivo, avançado e íntegro.