As dificuldades para barrar o casamento infantil no Brasil

Enviada em 30/09/2023

No livro sagrado Cristão, a Bíblia, a Virgem Maria casou e concebeu Jesus Cristo em sua adolescência, devido a cultura social de sua época. Hoje em dia, os jovens desorientados sexualmente e com a base familiar conturbada, tendem ao matrimônio como resultado de irresponsabilidades. Logo, a dificuldades para barrar o casamento infantil no Brasil, posto que a falta de orientação sexual e o rompimento da base familiar, pela figura paterna, propiciam esses costumes.

Primeiramente, observa-se que a carência de educação sobre sexualidade induz a imaturidade e a vulnerabilidade para abusos. De acordo com o Ministério da Saúde, os jovens iniciam sua vida sexual aos 15 anos de idade, aliado a isso, de 2015 a 2022 cerca de duzentos mil foram vítimas dessa violência. Desse modo, o contexto histórico supracitado resume a cultura da época, todavia, não se pode normalizar tais costumes e deve-se condenar tais agressões tendo em vista as diferentes sociedades e seus hábitos, o que torna necessário mais instrução e proteção para essa classe social.

Acrescido a essa situação, nota-se que o rompimento da base familiar pela ausência masculina gera impactos comportamentais à juventude. Segundo o Padre Miguel Ángel, em seu livro Virtus, a presença do homem na vida de seus filhos é de suma importância na formação educacional, psicológica, sexual e social. Ademais, de acordo com o Datafolha, no Brasil cerca de 55% das mães são solteiras e não recebem apoio dos pais. Dessa forma, o absentismo masculino traz graves consequências, como o não discernimento moral entre o certo e errado além da imaturidade e irresponsabilidade sexual, o que pode resultar na gravidez precoce.

Portanto, é necessário mais orientação para os jovens. Para isso, o Ministério da Saúde e o Ministério da Educação devem elaborar projetos que instruam a juventude sobre sexualidade. Esses projetos, precisam ocorrer por meio de aulas e palestras com profissionais da saúde, com a presença dos pais e responsáveis, além de campanhas e publicidades que enfoque na prática segura e saudável e alertem quanto a abusos e violências, tendo por objetivo impedir a maturidade precoce, como a paternidade e formação de famílias, das próximas gerações de brasileiros.