As dificuldades para frear as crescentes queimadas nas florestas brasileiras
Enviada em 19/09/2025
No final do século XIX, a Revolução Industrial provocou uma intensa exploração de recursos naturais, causando grandes impactos ambientais. De maneira análoga a isso, o Brasil enfrenta atualmente sérias dificuldades para frear as crescentes queimadas em suas florestas. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos importantes: a insuficiência de fiscalização ambiental e os interesses econômicos que impulsionam o desmatamento.
Em primeira análise, evidencia-se a carência de fiscalização como um dos principais obstáculos para conter as queimadas. Sob essa ótica, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em 2024 houve aumento de mais de 20% nos focos de incêndio em relação ao ano anterior, demonstrando que as ações de monitoramento e combate ainda são limitadas. Dessa forma, a falta de recursos e de pessoal qualificado enfraquece o controle do fogo e contribui para a expansão da destruição ambiental.
Além disso, é notório que os interesses econômicos ligados à agropecuária e à extração de madeira alimentam o avanço das queimadas. Desse modo, como afirmou Karl Marx, “a história de todas as sociedades até hoje é a história da luta de classes”. Consoante a isso, a busca por lucro imediato leva parte do setor produtivo a ignorar leis ambientais, reforçando um ciclo de exploração que coloca em risco a biodiversidade e o equilíbrio climático.
Depreende-se, portanto, a adoção de medidas que venham amenizar as queimadas nas florestas brasileiras. Dessa maneira, cabe ao governo federal, em parceria com órgãos ambientais e a sociedade civil, reforçar a fiscalização, ampliar o investimento em tecnologia de monitoramento e promover programas de conscientização, por meio de campanhas educativas e incentivos a práticas agrícolas sustentáveis.