As dificuldades para frear as crescentes queimadas nas florestas brasileiras
Enviada em 21/09/2025
Nos últimos anos, o Brasil tem convivido com uma triste realidade: as queimadas florestais se tornam cada vez mais frequentes e intensas. Imagens de árvores em chamas e animais fugindo assustados circulam nas redes sociais, gerando comoção. No entanto, quando o fogo se apaga, pouco parece mudar. As dificuldades para frear esse problema não são poucas, e elas envolvem tanto a falta de políticas públicas efetivas quanto a ausência de consciência coletiva sobre a importância da preservação.
Um primeiro ponto a ser observado é a fragilidade da fiscalização. Apesar de existirem órgãos responsáveis, como o Ibama e o ICMBio, muitas vezes eles não contam com estrutura, verba ou pessoal suficientes para monitorar áreas imensas de floresta. Enquanto isso, práticas como o desmatamento ilegal e o uso do fogo para abrir pasto continuam acontecendo de forma quase impune. Ou seja, mesmo que a lei exista, na prática sua aplicação ainda é falha.
Além disso, há um componente cultural que agrava a situação. Parte da população ainda enxerga a floresta apenas como recurso econômico imediato. Assim, o que vale é retirar madeira, abrir espaço para plantio ou expandir áreas de criação de gado. Essa visão de curto prazo desconsidera os prejuízos ambientais, como a perda da biodiversidade, a piora da qualidade do ar e até os impactos no clima. É um círculo vicioso: destrói-se hoje sem pensar que, no futuro, o próprio setor produtivo será prejudicado pela degradação ambiental.
Outro fator relevante é a desinformação. Apesar de campanhas ambientais, muitos cidadãos ainda não entendem o papel central da Amazônia e do Cerrado, por exemplo, no equilíbrio do planeta. A falta de educação ambiental contribui para a indiferença diante das queimadas. Afinal, quem não enxerga valor no que está sendo perdido dificilmente se mobiliza para defendê-lo.
Portanto, para enfrentar as queimadas, é necessário fortalecer a fiscalização, garantir recursos para os órgãos ambientais e investir em educação.