As dificuldades para frear as crescentes queimadas nas florestas brasileiras
Enviada em 21/09/2025
É inegável que a preservação ambiental constitui um desafio central na contemporaneidade. No Brasil, as crescentes queimadas em florestas, como a Amazônia e o Pantanal, revelam a fragilidade das políticas públicas e da fiscalização diante de interesses econômicos predatórios. Nesse sentido, as dificuldades para frear esse avanço relacionam-se, sobretudo, à insuficiência de ações governamentais eficazes e à cultura de exploração inconsciente dos recursos naturais.
Em primeira análise, cabe ressaltar a precariedade do aparato estatal para conter os incêndios. Isso porque, apesar de a Constituição de 1988 assegurar o direito ao meio ambiente equilibrado, observa-se a carência de investimentos em órgãos fiscalizadores, como o Ibama e o ICMBio, o que inviabiliza a atuação plena dessas instituições. Essa ausência de controle favorece o avanço de queimadas ilegais destinadas à expansão agropecuária e ao extrativismo. Assim, a omissão do Estado contribui para perpetuar a degradação ambiental e intensificar os prejuízos à biodiversidade.
Ademais, a mentalidade de exploração imediatista dos recursos naturais agrava a problemática. De acordo com o sociólogo Zygmunt Bauman, a lógica da modernidade líquida prioriza resultados instantâneos em detrimento de responsabilidades coletivas. Nesse contexto, muitos agentes econômicos veem a prática das queimadas como um atalho para ampliar terras agricultáveis, ignorando os danos ambientais de longo prazo, como a desertificação e o aumento das emissões de gases poluentes.
Portanto, medidas se fazem urgentes para reverter esse quadro. É imprescindível que o Governo Federal amplie o orçamento destinado aos órgãos de fiscalização ambiental, com o objetivo de aumentar a presença de fiscais e equipamentos de combate ao fogo nas regiões de maior risco. Paralelamente, escolas, em parceria com organizações não governamentais, devem implementar projetos de conscientização sobre os impactos das queimadas, a fim de fomentar uma cultura de preservação entre os jovens.