As dificuldades para frear as crescentes queimadas nas florestas brasileiras

Enviada em 22/09/2025

Segundo o relatório do Global Forest Watch, o Brasil figura entre os países que mais perderam área florestal nos últimos anos. De maneira análoga, as dificuldades para frear as crescentes queimadas nas florestas brasileiras revelam um cenário de vulnerabilidade ambiental e social. Diante disso, cabe refletir acerca da precariedade da fiscalização governamental e da carência de conscientização social para compreender o problema.

Nesse contexto, é válido considerar a deficiência na vigilância estatal como principal fator impulsionador do tema. Isso ocorre, pois, como aponta o filósofo Thomas Hobbes em Leviatã, a ausência de um poder regulador efetivo leva ao “estado de natureza”, em que predomina a desordem. Sob essa ótica, é nítido que a insuficiência de agentes e recursos técnicos voltados ao combate das queimadas favorece a expansão descontrolada desses eventos, comprometendo a preservação da biodiversidade e a qualidade de vida da população.

Ademais, é relevante trazer em pauta a ausência de sensibilização coletiva como consequência direta dos incêndios florestais. Em virtude da Teoria da Ação Comunicativa de Jürgen Habermas, segundo a qual o diálogo e a informação são essenciais para a construção de consensos sociais, torna-se evidente que a ausência de campanhas educativas eficazes impede a mobilização da sociedade em prol da preservação ambiental. A partir disso, percebe-se que a desinformação perpetua práticas nocivas, como queimadas ilegais, e dificulta a adoção de hábitos sustentáveis.

Portanto, é perceptível a necessidade de combater as dificuldades para frear as crescentes queimadas nas florestas brasileiras. Dessa maneira, é imperativo que o Ministério do Meio Ambiente, em cooperação com órgãos fiscalizadores regionais, elabore e financie políticas públicas que combinem o fortalecimento da fiscalização ambiental com a ampliação de campanhas de conscientização, a fim de reduzir a incidência de incêndios e promover a preservação das florestas. Assim, o Brasil poderá reverter o quadro atual de devastação, confirmando, como alerta o Global Forest Watch, a urgência em conter a perda ambiental.