As dificuldades para frear as crescentes queimadas nas florestas brasileiras
Enviada em 22/09/2025
A Constituição Federal de 1988, em seu artigo 225, assegura o direito ao meio ambiente equilibrado como bem de uso comum do povo. Todavia, esse direito tem sido violado diante do avanço das queimadas nas florestas brasileiras, fenômeno prejudicial que representa grave problema ambiental, social e econômico, agravado pela omissão estatal e pela ação criminosa ligada ao desmatamento ilegal. Nesse sentido, para que a problemática seja mitigada, é imprescindível combater a fragilidade institucional e o avanço do crime organizado.
Em primeiro lugar, a omissão estatal constitui obstáculo significativo ao enfrentamento das queimadas. Apesar da previsão legal, a insuficiência de recursos destinados a órgãos como Ibama e ICMBio compromete a fiscalização. Essa carência ilustra o “vazio político” denunciado por Alvin Toffler, ao evidenciar a falência das instituições em responder a desafios coletivos. No entanto, tal negligência perpetua a degradação ambiental e expõe comunidades inteiras a incêndios recorrentes, intensificando os impactos sobre a biodiversidade e a saúde pública. Enquanto a omissão persistir, o Brasil conviverá com a devastação de ecossistemas insubstituíveis.
Além disso, o crime organizado intensifica o problema ao utilizar o fogo para expandir atividades ilegais, como grilagem e garimpo, prática retratada na série Aruanas. Por conseguinte, tais ações revelam egoísmo econômico e maldade social, pois sacrificam a biodiversidade e a saúde das populações em benefício de interesses ilícitos. É contraditório que, mesmo em um Estado democrático de direito, práticas criminosas continuem a se sobrepor à proteção ambiental e à segurança das comunidades tradicionais.
Diante do exposto, torna-se imprescindível agir. O Poder Legislativo deve aprovar leis mais rigorosas de responsabilização ambiental, enquanto o Ministério do Meio Ambiente deve fortalecer a fiscalização com uso de drones e satélites, a fim de conter as queimadas. Paralelamente, ONGs ambientais, em parceria com escolas públicas, podem promover campanhas de conscientização voltadas a comunidades rurais, difundindo práticas sustentáveis de manejo do solo. Assim, sera assegurado o direito o direito ao meio ambiente saudável.