As dificuldades para frear as crescentes queimadas nas florestas brasileiras
Enviada em 22/09/2025
“É triste pensar que a natureza fala e que o gênero humano não a houve”. Assim como Victor Hugo, poeta francês, pontuou, o cuidado com a natureza tem se mostrado invisível nos últimos anos, o que representa um grave problema. Nesse sentido, as queimadas geram grandes impactos ambientais graves e duradouros. Portanto os principais fatores agravantes desse problema são: Negligência Estatal e Inércia midiática.
Sob esse viés, a negligência do Estado em relação às queimadas representa uma grave violação do artigo 225 da Constituição Federal, que assegura a todos o direito a um meio ambiente ecologicamente equilibrado e impõe ao Poder Público o dever de preservá-lo. No entanto, o que se observa na prática é a ausência de políticas públicas eficazes, fiscalização insuficiente e investimentos limitados em prevenção ambiental, o que contribui diretamente para o aumento dos focos de incêndio em diversas regiões do país. Logo, se as queimadas continuarem sendo negligenciadas, o Brasil dificilmente alcançará um futuro próspero.
Em contrapartida, a inércia da mídia também contribui para a perpetuação das queimadas no Brasil. Sendo assim, uma pesquisa realizada pela Neo Energia mostra que a maioria dos incêndios nas florestas brasileiras são provocadas pelo próprio ser humano de maneira criminosa. Em vez de denunciar os responsáveis por esses crimes ambientais, a mídia prefere divulgar conteúdos mais fúteis e lucrativos, contribuindo com a banalização do problema e dificultando a mobilização social em torno dessa causa. Portanto, essa inércia reforça o ciclo de descaso e impede avanços significativos na luta pela preservação ambiental.
Em suma, é imprescindível que medidas efetivas sejam adotadas para conter o avanço das queimadas. Para isso, o Governo Federal, por meio do Ministério do Meio Ambiente, deve intensificar a fiscalização em áreas vulneráveis, e reforçar a atuação de órgãos como o IBAMA. Além disso, é necessário que o Ministério da Educação, e o Ministério das Comunicações, desenvolvam campanhas educativas e informativas, em mídias tradicionais e digitais, com o objetivo de conscientizar a população. Apenas dessa forma a sociedade brasileira terá um futuro próspero.