As dificuldades para frear as crescentes queimadas nas florestas brasileiras
Enviada em 23/09/2025
Em 1988, a sociedade brasileira conheceu um dos documentos mais importantes do país: à Constituição Cidadã, cuja o conteúdo garante a todos os cidadãos o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado. Contudo, o que se observa na sociedade contemporânea é o contrário do que a Constituição defende, consideradas práticas de queimadas no Brasil. Esse cenário é fruto da ausência de políticas públicas efetivas e pela impunidade em relação aos crimes ambientais.
Diante dessa realidade, a postura omissa do poder público contribui diretamente para o avanço das queimadas. O geógrafo Milton Santos, em Cidadanias Mutiladas, afirma que a ausência de políticas efetivas perpetua desigualdades, o que também pode ser observado no campo ambiental, já que a falta de medidas claras amplia os impactos negativos dos incêndios florestais. Essa situação revela o descaso das autoridades em relação à preservação de biomas importantes, como a Amazônia, reforçando a urgência de medidas imediatas. Assim, a negligência estatal diante da crise ambiental compromete tanto a biodiversidade quanto a qualidade de vida das próximas gerações, perpetuando a devastação.
Em segunda análise, outro fator que influência na manutenção das queimadas é a impunidade. A filósofa Hannah Arendt, ao refletir sobre a Banalidade do Mal, destaca que a ausência de punição tende a naturalizar condutas nocivas, o que faz com que crimes graves, como os incêndios florestais, passem a ser vistos com normalidade. Isso acontece porque os responsáveis por práticas ambientais danosas raramente enfrentam punições adequadas, o que favorece a repetição de tais ações. Desse modo, a carência de responsabilização fortalece a destruição dos biomas brasileiros e amplia os impactos ambientais.
Em vista aos fatores mencionados, é notória a necessidade de intervenção. O governo federal - responsável pela administração nacional - em conjunto com o Ministério do Meio Ambiente, precisa colocar em prática ações de fiscalização intensas e promover a conscientização da população por meio de campanhas educativas sobre os prejuízos ambientais causados pelos incêndios com o objetivo de assegurar as futuras gerações um ambiente equilibrado.