As dificuldades para frear as crescentes queimadas nas florestas brasileiras
Enviada em 04/10/2025
No filme “Mogli-o Menino Lobo”, o fogo é apelidado por “flor vermelha” e desperta grande temor aos animais, devido ao seu poder destrutivo. No clímax da narrativa, uma fagulha se alastra e provoca um incêndio catastrófico na selva. Fora da tela, a realidade não é muito diferente, visto que, grande parte da biodiversidade é atingida pelos mesmos motivos: descontrole ao proteger locais amplos e descuido humano.
Em primeira análise, o Brasil é o 5° maior país, e o mais biodiverso do globo, porém sua extensa dimensão traz dificuldades para administração e principalmente para frear as crescentes queimadas. De acordo com Bauman, a instabilidade dos tempos atuais é o que torna esse sistema frágil. Ainda nesse sentido, a extração da natureza e a desapropriação de nativos para fortalecimento do lucro produtivista são fenômenos evidentes muito antes da Revolução Industrial, na época mercantilista da colonização brasileira.
Em segunda análise, é possível considerar como irresponsabilidade do governo a ausência de aparatos para remediar as críticas situações cujos biomas brasileiros se encontram. Segundo a JP News, a Amazônia e o Cerrado constituem 78% do foco das chamas, isso reflete não só na vegetação local, mas como também nos animais moradores da região, que se vendo ameaçados partem para áreas urbanas, onde perigosamente podem intimidar citadinos. Essa ocorrência evidencia o que teorizava Hans Jonas, o homem ao afetar à natureza, também prejudica a si.
Portanto, medidas urgentes necessitam ser tomadas para solucionar o caso. Para isso, o governo por meio do Ministério de Meio Ambiente e Mudanças do Clima deve agir no monitoramento das grandes áreas devastadas pelo fogo utilizando tecnologia avançada para tal. Além disso, o mesmo ministério junto com o MEC, devem promover campanhas de conscientização acerca do tema, com a finalidade de assim como Mogli cessar o impacto destrutivo das queimadas nas florestas brasileiras.