As dificuldades para frear as crescentes queimadas nas florestas brasileiras
Enviada em 05/11/2025
O livro “Vidas Secas” de Graciliano Ramos, denuncia os efeitos da seca e da degradação ambiental no sertão, o que envidencia como a natureza e a vida humana são interdependentes. Analogamente a obra citada, observa-se, no Brasil contemporâneo, as dificuldades para frear as crescentes queimadas nas florestas brasileiras. Nesse sentido, cabe analisar a negligência estatal e a exploração econômica como fatores que dificultam o controle desse grave problema ambiental.
Em primeiro plano, evidencia-se a carência de políticas públicas voltadas a essa população. Segundo Émile Durkheim, em sua obra sobre o fato social, o indivíduo tendo a replicar as ações comumente vistas em seu meio. Dessa forma, nota-se que o comportamento brasileiro corrobora com o pensamento do sociólogo, visto que com a escassez de exemplos por parte do governo tende a dificultar o combate às crescentes queimadas nas florestas brasileiras.
Ademais, destaca-se a desenfreada exploração econômica sobre o avanço das queimadas no país. Sob essa ótica, a Constituição Federal de 1988, em seu artigo 225, estabelece que todos têm direito a um meio ambiente ecologicamente equilibrado, cabendo ao poder público zelá-lo e preservá-lo. Entretanto, verifica-se que a realidade diverge da teoria, pois a carência na execução dos princípios constituicionais permitem que interesses ligados à agropecuária extensiva e a extração ilegal e excessiva se sobreponham a preservação ambiental, intensificando as queimadas nas florestas brasileiras.
Torna-se, portanto, imprescíndivel a interação nesse cenário conflituoso. Nesse sentido, o Governo Federal deve, por meio de políticas públicas e fiscalizações rigorosas, como o fortalecimento de órgãos ambientais, o investimento em tecnologias de monitoramento e a punição efetiva de atividades ilegais, coibir a exploração econômica exarcebada que ameaça as florestas brasileiras, a fim de garantir a preservação dos ecossistemas e o equilíbrio climático nacional. Somente assim será possível evitar que a degradação ambiental retratada em Vidas Secas continue refletindo na realidade brasileira.