As dificuldades para frear as crescentes queimadas nas florestas brasileiras
Enviada em 20/09/2026
Na obra Vidas Secas, de Graciliano Ramos, a seca é apresentada como um fator de vulnerabilidade social e ambiental. Fora da ficção, essa problemática permanece atual diante do crescimento das queimadas nas florestas brasileiras. Nesse contexto, a ação humana, somada à fiscalização insuficiente, dificulta o enfrentamento desse problema. Assim, torna-se necessário analisar esses obstáculos.
Em primeiro lugar, a fragilidade da fiscalização contribui para a continuidade das queimadas ilegais. Segundo o artigo 225 da Constituição Federal de 1988, todos têm direito a um meio ambiente equilibrado, sendo dever do Poder Público preservá-lo. Entretanto, a grande extensão territorial das florestas, associada à falta de equipes e recursos, dificulta o monitoramento de áreas vulneráveis. Consequentemente, práticas como o uso ilegal do fogo para abertura de áreas agropecuárias podem ocorrer sem a devida responsabilização.
Além disso, a exploração econômica desordenada intensifica a destruição ambiental. De acordo com Ulrich Beck, a “sociedade de risco” produz consequências que podem atingir toda a coletividade. Nesse sentido, o uso inadequado do fogo para ampliar áreas produtivas provoca a destruição da vegetação, ameaça a biodiversidade e prejudica a qualidade do ar. Logo, a ausência de responsabilidade ambiental amplia os impactos das queimadas.
Portanto, o Governo Federal, por meio dos órgãos ambientais, deve ampliar a fiscalização das florestas, utilizando satélites e equipes especializadas, além de aplicar penalidades aos responsáveis, a fim de reduzir incêndios criminosos. Ademais, o Ministério da Educação deve promover campanhas de conscientização em escolas e redes sociais sobre prevenção às queimadas. Dessa forma, será possível fortalecer a preservação das florestas brasileiras.