As dificuldades para frear as crescentes queimadas nas florestas brasileiras

Enviada em 20/09/2026

A obra “Ideias para Adiar o Fim do Mundo”, o pensador indígena Ailton Krenak critica a visão utilitarista da natureza, mostrando que o descolamento da humanidade em relação ao meio ambiente coloca em risco a própria sobrevivência do planeta. No cenário brasileiro contemporâneo, a provocação de Krenak ganha contornos dramáticos diante da frequência e severidade dos incêndios florestais. Diminuir as queimadas no país revela-se uma tarefa complexa, dificultada principalmente pela perpetuação de práticas agrícolas arcaicas e pela fraca estrutura da fiscalização ambiental.

Em primeiro plano, cabe destacar o modelo econômico e agrário focado no uso ostensivo do fogo como propulsor de incêndios fora de controle. Historicamente empregado como o método mais acessível para a limpeza de pastagens e o mexer na terra, o fogo costuma avançar sobre a vegetação nativa desprotegida. Dados do MapBiomas indicam que mais de 70% das áreas atingidas por fogo no Brasil correspondem à vegetação nativa, enquanto uma parcela grande das ocorrências é diretamente sobre propriedades privadas registradas e zonas de pastagem. Essa dinâmica demonstra que a busca por lucros imediatos no agronegócio predatório desconsidera os custos ecologicos a longo prazo, evidenciando como a cultura da queimada atua como um agente da degradação ambiental no brasil.

Ademais, a fragilidade estrutural dos órgãos de controle dificulta a contenção do problema. Embora dados do INPE confirmem que a maioria das queimadas tem origem humano, o déficit de fiscais do Ibama e do ICMBio em um território continental gera sensação de impunidade. Sem uma fiscalização ostensiva e punições rigorosas, as práticas ilegais continuam a se aumentar pela Amazônia e pelo Cerrado.

Em suma, a necessidade de conter a degradação florestal no país. Por isso, o Ministério do Meio Ambiente deve modernizar o combate às queimadas, por meio do aumento do contingente de fiscais em regiões críticas e da liberação de incentivos financeiros para produtores que adotarem o manejo sustentável do solo sem uso do fogo — garantindo a transição para práticas agrícolas modernas.Com isso o brasil irá melhorar